Afinal, greve europeia vai levar a Ryanair a cancelar menos voos. Em vez de 190, são 150

A Ryanair corrige o número previamente anunciado: afinal serão 150, e não 190, os voos cancelados devido à greve do pessoal de cabine desta sexta-feira.

Afinal, não serão 190, mas 150 os voos cancelados pela Ryanair devido à greve do pessoal de cabine desta sexta-feira. No Twitter, a transportadora irlandesa corrigiu o número previamente anunciado, explicando que “a maioria” dos seus funcionários cumprirá “com normalidade” o dia de trabalho.

“Mais de 92% dos 2.400 voos que a Ryanair fará na sexta-feira não serão afetados por estas greves desnecessárias”, avança a empresa, garantindo que as operações decorrerão de acordo com o previsto.

A greve marcada para esta sexta-feira, dia 28, abrangerá o pessoal de cabine das bases portuguesa, espanhola, belga, holandesa, italiana e alemã.

Esta paralisação à escala europeia é mais um passo na luta dos trabalhadores desta empresa pela aplicação da legislação laboral dos seus países de origem, em vez da legislação irlandesa. Os profissionais querem também o fim de alegados processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.

De acordo com a nota deixada pela Ryanair no Twitter, todos os passageiros que serão afetados já foram notificados por SMS. “Pedimos sinceras desculpas aos nossos clientes afetados por estas greves desnecessárias, na sexta-feira. Fizemos tudo o que podíamos para as evitar”, salienta ainda a transportadora.

Em 2012, a União Europeia aprovou uma alteração legislativa que exige a aplicação das legislações nacionais aos contratos de trabalho, tornando necessário, por exemplo, pagar os descontos devidos à Segurança Social. O período de transição só termina, contudo, em 2022, recusando a Ryanair obedecer a essa norma e a ceder perante os sindicatos até esse ano. Uma atitude que já lhe mereceu críticas de Bruxelas.

Em comunicado, a irlandesa refere que já acordou “mudar para contratos locais, leis locais e cobrança de impostos local tão depressa quanto possível em 2019”, estando assim “desiludida” que os sindicatos, liderados pelo que dizem ser a concorrência, insista em impulsionar as greves.

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