Galp corrige após quatro sessões a ganhar. E pressiona bolsa

Bolsa de Lisboa cedeu à pressão da Galp. Petrolífera portuguesa registou primeiras perdas em cinco sessões, acompanhando a tendência dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

A bolsa portuguesa encerrou o dia com perdas muito ligeiras, com a sessão a ser sobretudo condicionada pelo mau desempenho da Galp, que corrigiu mais de 1% após quatro dias a ganhar à boleia da valorização dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

O PSI-20, o principal índice português, caiu 0,03% para 5.389,83 pontos, com 11 cotadas abaixo da linha de água. Principal foco de pressão vendedor: a Galp. As ações da petrolífera nacional cederam 1,28% para 16,95 euros, recuando pela primeira vez em cinco sessões. Os títulos seguiram a mesma tendência dos preços do petróleo: o Brent está a perder 0,6% para 81,38 dólares.

Galp corrige

Ainda no setor da energia, a EDP (outro dos pesos pesados nacionais) cedeu 0,15% para os 3,255 euros, mantendo-se abaixo da contrapartida de 3,26 euros oferecida pelos chineses da China Three Gorges.

Do lado positivo, o BCP continua em alta. As ações do banco valorizaram 0,65% para 0,2625 euros, prolongando os ganhos após o CEO Miguel Maya ter dito que espera “lucros belíssimos” em 2018, o que abre a porta ao regresso da instituição aos dividendos. “Estamos a fazer tudo para que seja possível”, disse Maya em declarações exclusivas ao ECO.

Também a Jerónimo Martins terminou o dia com ganhos de 0,5% para os 12,7 euros, evitando uma maior queda da praça nacional.

Lisboa foi quase caso único entre os pares europeus. Milão acompanhou as perdas, com o FTSE-Mib a ceder 0,10%. Já o índice de referência no Velho Continente, o Stoxx 600, registou uma subida de 0,29%.

“Os mercados europeus terminaram em diferentes direções, com os investidores a aguardarem pela reunião da Reserva Federal norte-americana”, disseram os analistas do BPI no Comentário de Fecho.

“Na véspera de terminar prazo para a apresentação do primeiro esboço do Orçamento de Estado para 2019, o mercado italiano encerrou em baixa, apesar das yields das Obrigações do Tesouro não estarem a reagir negativamente. De lembrar que os contrastes entre o vice-primeiro-ministro Di Maio, líder do Movimento 5 Stelle, e o Ministro das Finanças Tria intensificou-se nas últimas horas, tendo Di Maio ameaçado não apoiar o Orçamento de Estado”, acrescentaram”.

(Notícia atualizada às 17h09)

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