Peso da renda nos rendimentos dos portugueses recua para 21,1%. Fica abaixo da média europeia

O peso da renda na carteira dos portugueses recuou para 21,1%, no último ano, ficando abaixo da média europeia. Espanha é o Estado-membro onde essa percentagem é maior.

Portugal está a meio da tabela europeia no que diz respeito ao peso da renda da casa sobre os rendimentos das famílias. De acordo com os dados avançados, esta sexta-feira, pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia, no último ano, os portugueses gastaram para esse fim, em média, 21,1% do seu rendimento, valor que fica abaixo da média europeia (23,8%).

Na União Europeia, quase um quarto do rendimento mensal (23,8%) é usado na renda da casa. Nos polos dessa tabela, estão Espanha (país onde o peso em causa é maior) com 32,1%, e Malta (país onde o peso referido é menor) com 7,6%.

Por cá, os gastos deste tipo ficam, na verdade, abaixo da média comunitária, fixando-se em 21,1% do rendimento mensal, o que representa um recuo face aos 22,6% registados em 2016.

Esta evolução contraria a tendência de crescimento que tem sido registada ao nível dos valores da renda. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas, as rendas têm vindo a aumentar, nos últimos anos, e deverão voltar a subir 1,15% no próximo.

Para explicar a evolução destacada pelo Eurostat contribui, por outro lado, a evolução dos rendimentos das famílias nacionais, que têm vindo a subir de forma gradual. No segundo trimestre deste ano, um português ganhava em média 887 euros, todos os meses, o valor mais alto deste o quarto trimestre de 2011.

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