Theresa May defende acordo do Brexit: “Funciona para o Reino Unido e para a UE”

Theresa May, primeira-ministra britânica, mostrou o seu apoio firme ao acordo do Brexit, que já foi aprovado pelos líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia.

A primeira-ministra britânica defendeu este domingo o acordo do Brexit, indicando que o documento providencia o que a maioria dos cidadãos britânicos pediram no referendo de 2016. Os termos da saída do Reino Unido da União Europeia foram aprovados pelos líderes dos 27 Estados-membros, numa cimeira que decorre em Bruxelas.

“É um acordo que funciona para o Reino Unido e para a União Europeia”, uma vez que defende os interesses britânicos, ao mesmo tempo que protege o que o Reino Unido “valoriza” na relação com o bloco. “Saímos do mercado único, mas temos um acordo comercial que é melhor do que qualquer outro país”, exemplificou Theresa May. “Acredito que é um bom acordo para o Reino Unido”, sublinhou.

A líder do Governo britânico frisou que “este é o acordo que está em cima da mesa, é o melhor acordo possível, é o acordo possível”. “Em qualquer negociação, nunca se recebe tudo o que se quer. Acho que o povo britânico percebe isso”, afirmou Theresa May, frisando ainda esperar que “o Parlamento perceba isso também”. “Entendo que alguns líderes europeus estejam tristes, e de certeza que muita gente no Reino Unido também está”, apontou.

O acordo do Brexit “acaba com a livre circulação de pessoas”, abrindo espaço à implementação de um “programa de imigração não com base no sítio de onde as pessoas vêm, mas com base no talento”. Além disso, o acordo “termina a jurisdição do Tribunal Europeu de Justiça no Reino Unido” e permite ao Governo “gastar o dinheiro dos contribuintes” naquilo que são as prioridades britânicas. “É um acordo favorável a toda a família britânica”, concluiu.

Com o processo do Brexit a entrar na reta final, Theresa May terá de enfrentar em breve a última prova de fogo. A líder do Governo precisa de convencer o Parlamento britânico e o seu próprio partido de que este é o melhor acordo que o Reino Unido poderia obter, algo que ainda não é certo que aconteça. Este domingo, o primeiro-ministro de Portugal António Costa, alertou que um chumbo do documento em Westminster seria “uma tragédia” para ambas as partes.

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