Cinema Monumental fecha portas em fevereiro

  • ECO
  • 21 Dezembro 2018

Os proprietários espanhóis do edifício vão remodelá-lo, o que vai obrigar ao encerramento do cinema Monumental. As sessões continuarão aos fins de semana até à conclusão das obras.

O cinema Monumental, no Saldanha, vai encerrar portas a partir de fevereiro do próximo ano, devido à remodelação profunda que os proprietários do edifício pretendem lá fazer. O anúncio foi feito esta sexta-feira por Paulo Branco, responsável pela empresa que explora as salas do cinema, que explicou que, quando as obras ficarem concluídas, as portas encerram de vez, adianta o Público. Contudo, o edifício vai continuar a ter cinema, mas deixa de ser explorado pela Medeia Filmes.

Até 20 de fevereiro ainda por assistir normalmente às sessões de cinema no Monumental que, atualmente, é explorado pela Medeia Filmes. Mas, a partir dessa data, os espanhóis da Merlin Properties vão iniciar um ano de obras profundas no edifício com o objetivo de o reabilitarem. Como disse Paulo Branco em conferência de imprensa, o encerramento “já tinha sido definido há algum tempo”. Quando as obras arrancarem, o Monumental terá sessões mas apenas aos fins de semana e, concluías as obras, fecha as portas de vez.

Questionado pelo Público se há a possibilidade de voltar após o fim das obras, Paulo Branco respondeu: “Não está contemplada da minha parte qualquer volta”. Assim, os filmes da Medeia continuarão a ser exibidos no Nimas, mas o produtor adianta que “há muitas surpresas” que podem acontecer no futuro sobre novos espaços.

Para além de a Inogi (que gere o Centro Comercial Dolce Vita) e da Merlin Properties consideraram que o edifício estava degradado, Paulo Branco aponta ainda um outro motivo: “Há uma conjuntura económica que faz com que a rentabilidade não se coadune com uma atividade que não tem capacidade de os arrendar”. A quebra do número de espetadores só veio piorar as coisas, visto que os espanhóis tinham oferecido à Medeia “condições de exceção durante anos” no que diz respeito a rendas.

Após as obras, avaliadas em 20 milhões de euros, a fachada do edifício será refeita e continuarão lá instalados lojas, escritórios e espaços para cinemas. As obras deverão arrancar no segundo trimestre do próximo ano, diz o Público.

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