Estes chinelos mostram as contradições de Trump… e esgotaram em menos de um mês

O artista Sam Morrison fez três edições dos chinelos, onde explora as contradições de Trump sobre a ação na Síria, a credibilidade de fontes não identificadas, e o colégio eleitoral.

Mil pares de chinelos vermelhos, com tweets impressos, esgotaram em menos de um mês. O que tinham de tão especial? No chinelo esquerdo lê-se uma frase, na direita outra, que expressa a ideia oposta. Ambas ditas pela mesma pessoa, neste caso pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Os chinelos foram uma edição limitada, feita em 2017 pelo artista Sam Morrison, e vendidos por cerca de 30 dólares, de acordo com o Business Insider (acesso livre/conteúdo em inglês). Exploram as opiniões contraditórias de Trump, em assuntos como a presença norte-americana na Síria ou a nacionalidade de Barack Obama.

O empreendimento foi caseiro. O artista comprou os materiais, sobre os quais imprimiu as frases e designs, e empacotou as encomendas para seguirem para os clientes. Apesar de os produtos não terem sido publicitados, as pessoas acabaram por encontrar o caminho até ao site PresidentFlipFlops.com, onde eram vendidos os sapatos.

Os tweets que figuram nos chinelos foram todos publicados na conta oficial de Donald Trump, e ainda por lá se encontram. Existem três versões: na edição sobre a Síria encontra-se um tweet de Trump de 2013, no qual se dirige a Obama a pedir que não ataque a Síria. “Dessa luta os EUA não retiram nada”, disse o líder na altura.

Quatro anos depois, o chefe de Estado congratula os militares norte-americanos por representarem “tão bem os Estados Unidos e o mundo” no ataque à Síria. Entretanto, em 2018, aconteceram novos ataques. Os EUA, França e Reino Unido lançaram uma ofensiva com mísseis contra instalações de armas químicas na Síria.

Edição sobre a Síria.

Também sobre o colégio eleitoral, o órgão que elege o presidente dos Estados Unidos, Trump mudou de opinião. Em 2013 caracterizava-o como um “desastre para uma democracia“. Já depois das eleições que lhe deram a presidência, elogiou o modelo como sendo “genial, ao trazer todos os estados, incluindo os mais pequenos“, para a conversa.

Edição sobre o colégio eleitoral.

Finalmente, a edição sobre as fontes. Quando o assunto era o certificado de nascimento de Barack Obama, foi suficiente para Trump a chamada de uma “fonte extremamente credível” para o seu gabinete, que indicava que este era uma fraude.

No entanto, fontes não identificadas citadas por meios de comunicação “não existem”, para o líder norte-americano, já conhecido pelo seu uso da expressão “fake news” e constantes ataques à imprensa. No tweet de 2016, Trump diz que não acredita nas fontes dos media “muito desonestos”.

Edição sobre fontes não identificadas.

Estes modelos já estão esgotados, e o criador não fez mais devido à “complexidade e esforço” exigidas na sua produção. Mas ainda há possibilidade de arranjar umas “President Flip Flops” no futuro, já que, no site, Morrison indica que mais edições poderão vir, se surgirem outros assuntos sobre os quais Trump expressar opiniões contrárias.

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