Centeno: “É preciso trabalhar ainda mais para garantir um euro forte”

Presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças português, Mário Centeno foi esta terça-feira ao Parlamento Europeu celebrar as duas décadas de existência da moeda única.

“Venho aqui expressar-vos um desejo: longa vida ao euro, longa vida a um euro forte”. Assim rematou Mário Centeno, presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças português, o seu discurso na celebração dos 20 anos da moeda única perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.

“O euro é um dos grandes êxitos da construção europeia”, disse Centeno, numa cerimónia que contou ainda com a presença do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do presidente dos assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Roberto Gualtieri, e o antigo presidente do BCE, Jean-Claude Trichet.

Centeno falou no percurso instável da moeda única ao longo das duas décadas. “Os últimos 20 anos não foram todos fáceis. A crise das dívidas soberanas e a crise financeira colocaram um rude teste à Zona Euro. No entanto, o euro reemergiu graças às melhorias que foram sendo introduzidas”, sublinhou.

“Agora estamos com uma expansão económica que se iniciou em 2013. A criação de emprego sustentável tem vindo a garantir melhores condições e vida para as pessoas”, exemplificou.

O presidente do Eurogrupo — organismo informal que reúne os ministros das Finanças da Zona Euro — ressalvou ainda que “é necessário trabalhar ainda mais para assegurar que o euro está preparado para o futuro”, destacando o trabalho que vem sendo feito pelo organismo a que preside.

“O euro nunca foi um fim em si. Foi apenas um instrumento para reforçar a estabilidade europeia. A nossa tarefa é ajudar a criar uma sociedade mais próspera, inclusiva, menos desigualdades entre estados membros e dentro dos estados membros”, disse ainda.

O euro completou duas décadas no passado dia 1 de janeiro. Foi em 1999 que 11 países da União Europeia adotaram a moeda comum e a política monetária ao comando do BCE. Três anos depois as notas e moedas de euros é que entraram em circulação.

Portugal foi um dos primeiros países a utilizarem a moeda, juntamente com a Áustria, a Bélgica, a Finlândia, a França, a Alemanha, a Irlanda, a Itália, o Luxemburgo, Holanda e a Espanha. Atualmente, o euro é a moeda de 340 milhões de europeus em 19 Estados membros.

Atualmente, cerca de 75% dos europeus (3 em cada 4 europeus) estão a favor a união económica e monetária europeia, através da partilha de uma moeda única. É a taxa de aprovação mais elevada de sempre da segunda principal divisa mundial, detendo uma quota de 39% nos pagamentos globais, apenas atrás do dólar americano (40%).

Em Estrasburgo, a convite do Parlamento Europeu

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