“Brexit é uma desgraça. Todos perdemos”, diz Pedro Sánchez

Presidente do Governo espanhol respeita a decisão do Parlamento britânico que abre porta a um Brexit desordenado. Desejou, porém, que Reino Unido escolha manter relação estreita com a União Europeia.

Em pleno Parlamento Europeu para discutir o futuro da Europa, o Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, não deixou passar o tema do momento: o Brexit e a rejeição do acordo de Theresa May no Parlamento britânico esta terça-feira. Respeitando o resultado da votação, Sánchez lamentou a decisão e pediu aos Estados membros e à Comissão Europeia que se preparem para uma saída desordenada do Reino Unido da União Europeia. Ainda assim, desejou que os britânicos escolham manter “uma relação o mais estreita possível” com os seus parceiros europeus no futuro.

“Respeito mas não posso deixar de lamentar o resultado negativo sobre o Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia”, começou por dizer Pedro Sánchez esta quarta-feira, em Estrasburgo.

O Brexit é uma desgraça. Para o povo britânico e para a União Europeia. Ninguém ganha. Todos perdemos. Em especial, os britânicos. E em particular aqueles que mais necessitam do amparo do seu Governo. Os mais vulneráveis”, referiu ainda o chefe do Governo espanhol.

Esta terça-feira, o acordo que Theresa May alcançou com Bruxelas foi chumbado na Câmara dos Comuns britânico. Foram 432 os deputados que votaram contra o documento que previa uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia — apenas 202 aprovaram o acordo. Com este resultado, o processo do Brexit fica agora em suspenso e tanto Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, como Michel Barnier, responsável da União Europeia pelas negociações com Londres, já alertaram que a decisão aumenta as probabilidades de um “hard Brexit”.

"O Brexit é uma desgraça. Para o povo britânico e para a União Europeia. Ninguém ganha. Todos perdemos. Em especial, os britânicos. E em particular aqueles que mais necessitam do amparo do seu governo. Os mais vulneráveis.”

Pedro Sánchez

Presidente do Governo espanhol

Lembrando que aquele acordo era o “melhor possível” para todos, contendo “um equilíbrio de concessões difícil de alcançar”, Pedro Sánchez adiantou que os Estados membros e a Comissão Europeia devem agora tomar as medidas necessárias para minimizar o impacto de uma possível saída sem acordo.

Ainda assim, para o futuro, disse desejar que os britânicos “escolham manter uma relação mais estreita possível com a União Europeia”.

“A decisão cabe a eles, mas os nossos princípios são claros: integridade do mercado interno, a indivisibilidade das quatro liberdades e a autonomia da decisão da União Europeia”, lembrou o governante espanhol.

“Europeísta apaixonado”, tal como teve oportunidade de dizer aos eurodeputados, Pedro Sánchez falou da “necessidade de mobilizar a Europa, de relegitimar a Europa, face aos novos desafios”. “Mas também face àqueles que querem a destruição da Europa“, alertou.

Na sua intervenção, o espanhol fez um apelo a todos os europeus para resistirem aos movimentos nacionalistas. “Temos de proteger a Europa para que a Europa nos possa proteger”, pediu Sánchez.

Em Estrasburgo, a convite do Parlamento Europeu

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