Galp perde quase 2% apesar de aumento da produção e arrasta bolsa de Lisboa

A petrolífera está a perder 1,65% esta manhã, numa altura em que a matéria-prima desvaloriza nos mercados internacionais, com sinais de aumento da produção nos Estados Unidos.

A bolsa de Lisboa arrancou a semana no vermelho, interrompendo um ciclo de três sessões consecutivas de ganhos, ao ser penalizada pelas perdas superiores a 1% registadas pela Galp. A praça nacional acompanha, assim, a tendência que se verifica no resto da Europa, que vê as principais bolsas a iniciarem a sessão em queda.

O PSI-20 está a recuar 0,31%, para os 5.136,25, com três cotadas em alta, quatro inalteradas e as restantes em queda.

A penalizar o principal índice acionista português está, sobretudo, a Galp. A petrolífera nacional está a cair 1,65%, para os 13,72 euros por ação, apesar de, esta manhã, ter reportado um aumento de 12% da produção de matéria-prima no quarto trimestre do ano passado, para um total de 113 mil barris por dia.

A empresa está a recuar, apesar dos resultados positivos, numa altura em que o petróleo desvaloriza nos mercados internacionais. O barril de Brent, negociado em Londres, cai perto 1,7% e está prestes a baixar da fasquia dos 60 dólares, com sinais de um aumento da produção da matéria-prima nos Estados Unidos e a desaceleração económica da China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo.

A contribuir para as quedas do PSI-20 está também o setor do retalho. A Sonae perde 1,1%, para os 94 cêntimos por ação, enquanto a Jerónimo Martins cede 0,79%, para os 12,62 euros por ação.

A impedir maiores quedas estão a EDP, a Mota-Engil e a Sonae Capital, as únicas três cotadas que, por esta altura, registam ganhos, ainda que ligeiros.

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