Reis Campos: grandes obras públicas só em 2020 e 2021

  • ECO
  • 31 Janeiro 2019

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) diz que grandes obras públicas só arrancam em 2020 e 2021. Pede ainda consenso para Plano Nacional de Investimentos 2030.

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Reis Campos, diz que o investimento público em grandes projetos ainda não arrancou, e tal só deverá acontecer em 2020 ou 2021.

Em entrevista ao Jornal de Negócios [acesso condicionado], Reis Campos admite que o principal problema do setor da construção e do imobiliário reside no investimento público, visto que “nas outras áreas estão mais assegurados”. O responsável refere que, em 2018 em Portugal, registou-se um “crescimento da produção da construção da ordem dos 3,5% em 2018: 7% nos edifícios residenciais, 2,8% nos não residenciais e 2% na engenharia civil (obras públicas)”, detalha. No entanto, sublinha ainda, “em termos de variação real de investimento, de 2010 a 2018, a Europa regista sempre crescimento e em Portugal é negativo”.

Reis Campos lembra, aliás, que “nas obras públicas tinha sido previsto que 2018 seria um ano de relançamento, mas o que se verifica é que decresceu 11% em termos de concursos promovidos”.

Para este ano, a confederação também não prevê um crescimento na área da construção civil para além dos 3% e justifica a previsão: todas as grandes obras públicas anunciadas pelo Governo “só começam em 2020 ou 2021, mesmo decidindo agora”. O presidente da Confederação Portuguesa da Construção apela ainda a que existam consensos políticos e união empresarial para a concretização do Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030. Reis Campos diz que o programa tem de ser calendarizado e concretizado.

Na segunda semana do ano, em apenas cinco dias o Governo anunciou 24 mil milhões de euros de investimentos. Da ferrovia ao novo aeroporto do Montijo, passando pelo metro e por um hospital, António Costa e Pedro Marques passaram por Marco de Canaveses e Évora, anunciando desde um concurso para a compra de 22 novos comboios ao acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal para definir o modelo de financiamento do novo aeroporto do Montijo.

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