MEE nomeia Joaquín Almunia para avaliar assistência financeira à Grécia

Em junho de 2020, o antigo vice-presidente da Comissão Europeia vai apresentar um relatório independente ao Mecanismo Europeu de Estabilidade.

O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) nomeou esta quinta-feira Joaquín Almunia como avaliador independente ao programa de ajuda financeira da Grécia. O espanhol, que foi vice-presidente da Comissão Europeia, irá apresentar um relatório ao em junho de 2020.

A escolha tinha sido sugerida pelo ministro das Finanças Mário Centeno (na categoria de chairman do MEE) e pelo diretor geral do mecanismo Klaus Regling. A avaliação irá acontecer com a colaboração da equipa do mecanismo, bem como especialistas externos.

“O processo de ajustamento na Grécia foi mais desafiante e demorado do que em outros países da Zona Euro. É necessária uma avaliação completa e independente”, disse Centeno, em comunicado. “A missão do avaliador independente é examinar a assistência financeira à Grécia, com foco no programa do MEE. Estou muito satisfeito que Almunia tenha aceitado esta missão. Ele tem o conjunto certo de características e a experiência necessária para liderar este exercício”.

Especializado em economia e direito, Joaquín Almunia é atualmente chairman do board do Centro para os Estudos Políticos Europeus e presidente honorário da Barcelona Graduate School of Economics. Passou pelo Governo espanhol enquanto ministro do Trabalho e da Segurança Social, bem como ministro da Administração Pública. Entre 2004 e 2014 foi ainda membro da Comissão Europeia, responsável pela pasta dos Assuntos Económicos e Monetários.

Esta será a segunda avaliação independente ao programa de ajuda financeira à Grécia, depois de Gertrude Tumpel-Gugerell, em 2017. A Grécia foi o país mais atingido pela crise económica e financeira, foi o primeiro e o último a pedir ajuda financeira.

O primeiro resgate aconteceu em maio de 2010 e foi de 110 mil milhões de euros. Em março de 2012 foi aprovado o segundo resgate de 130 mil milhões de euros e, finalmente, em agosto de 2015, e já com Varoufakis afastado do Governo de Tsipras, foi alcançado um acordo entre Atenas e os seus credores para um terceiro e derradeiro programa de assistência, num montante máximo de 86 mil milhões de euros. Após oito anos, o processo chegou ao fim em agosto de 2018.

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