Wall Street cai com um olho no imobiliário e outro na Fed

Ações da Home Depot e da Caterpillar cedem depois dos maus dados sobre o mercado imobiliário americano. Investidores aguardam pelo discurso do presidente da Fed, depois de inversão no rumo dos juros.

Wall Street abriu a sessão desta terça-feira com um “pé atrás”, penalizada pelos maus desempenhos de Home Depot e da Caterpillar, enquanto os investidores aguardam pelo importante discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, sobre o rumo da política monetária na maior economia do mundo.

O índice de referência mundial, o S&P 500, cede 0,19% para pontos. Também o industrial Dow Jones e o tecnológico Nasdaq perdem 0,44% e 0,18%, respetivamente.

Em termos empresariais, a Home Depot, retalhista de produtos para lar e construção civil, recua 2,76% para 184,73 dólares, depois de ter apresentado perspetivas de resultados desapontantes numa altura em que o mercado imobiliário norte-americano começa a perder gás. A rival Lowe também cai 0,63 %, depois de um relatório do Departamento do Comércio dos EUA ter mostrado que a construção de casas está em mínimos de dois anos. Neste cenário, também a Caterpillar, uma das maiores fabricantes de equipamento e máquinas para obras, cede mais de 3% para 136,77 dólares.

Também a Tesla está a cair 1,23% para 295 dólares, depois de o polícia do mercado norte-americano ter pedido ao tribunal para acusar o CEO, Elon Musk, de desrespeito por ter divulgado informações relevantes em tweets que publicou naquela rede social, violando uma ordem judicial.

Os mercados do outro lado do Atlântico têm apresentado ganhos expressivos desde o início do ano, perante o otimismo dos investidores em relação à guerra comercial entre os EUA e a China. Ainda esta segunda-feira Donald Trump disse no Twitter que está confiante num entendimento nesse sentido, isto depois de ter adiado a subida das tarifas alfandegárias sobre produtos chineses.

“A Caterpillar e a Home Depot estão a preocupar os investidores porque talvez perceberam que a recuperação nos preços das ações veio demasiado cedo”, referiu Rick Meckler, da Cherry Lane, citado pela Reuters. “Mas agora os mercados estão num ponto consideravelmente mais alto do que estava no início do ano e o foco está agora em saber se a subida dos mercados foi demasiado rápida”, disse.

Para esta terça-feira está agendado o testemunho de Jerome Powell no Senado americano sobre política monetária e que vai merecer a atenção dos investidores, sobretudo depois de a Fed ter mudado a sua orientação em relação a eventuais aumentos das taxas de juro.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Wall Street cai com um olho no imobiliário e outro na Fed

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião