Pequenos acionistas dos CTT apelam a “participação reforçada” na próxima assembleia-geral

A Maxyield, que representa os pequenos acionistas dos CTT, está insatisfeita com o desempenho operacional e financeiro da empresa. Apela à mobilização dos investidores na próxima assembleia-geral.

A Maxyield apela à “participação reforçada” destes investidores na próxima assembleia-geral dos CTT, marcada para 23 de abril. A recém-criada associação de pequenos acionistas dos correios, cujos associados detêm “algumas dezenas de milhares” de ações da empresa, alerta para “o falhanço das alavancas de crescimento” e acusa a administração liderada por Francisco de Lacerda de cometer “um pesado erro de gestão”.

Em comunicado, a Maxyield considera que os resultados de 2018 “confirmam a tendência negativa do desempenho comercial e financeiro” dos CTT e mostra-se dececionada com a evolução dos negócios das encomendas e do banco. A 20 de fevereiro, a empresa revelou ter registado lucros de 19,6 milhões de euros no ano passado, uma queda homóloga de 28%. Além disso, anunciou um corte de mais de 73% nos dividendos. Vai propor pagar 10 cêntimos por ação.

Os pequenos acionistas dos CTT também estão insatisfeitos com o desempenho da Transporta. “É uma evidência empírica que a Transporta voltou a acumular prejuízos, sendo que as sinergias com a atividade dos CTT-Expresso que justificaram a sua aquisição não estão a verificar-se”, indica a Maxyield. Ao mesmo tempo, a associação levanta dúvidas sobre como vai a empresa financiar a aquisição da 321 Crédito, uma operação avaliada em 100 milhões de euros.

No que toca ao Banco CTT, a Maxyield defende que “considerar apenas o número de contas bancárias abertas e o volume de depósitos como fator de sucesso do banco é demasiado redutor, podendo ter um custo muito elevado devido à debilidade comercial, rentabilidade negativa e novas necessidades de aumento do capital social para superar os prejuízos de 2018″.

Ao ECO, Gonçalo Sequeira Braga, presidente da assembleia-geral da Maxyield, explicou que o objetivo da associação passa por “reforçar a capacidade dos pequenos acionistas de serem ouvidos pelas entidades reguladoras” e por promover a participação destes investidores nas assembleias-gerais de cerca de uma dezena de empresas cotadas.

Nota: O artigo foi corrigido para indicar que os associados da Maxyield detêm “algumas dezenas de milhares” de ações, ao invés de 60 milhões, como fora alegado anteriormente.

CTT avança 0,71%

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