Acionistas da Pharol aprovam todos os pontos da AG. Lacerda Machado contraria decisão preliminar da CMVM

Os acionistas da Pharol aprovaram todos os pontos na AG da Pharol. Diogo Lacerda Machado permitiu que as três participações não transparentes atribuídas a Nelson Tanure votassem de forma independente.

Os acionistas da Pharol PHR 0,52% aprovaram todos os pontos da ordem de trabalhos na assembleia-geral que decorreu esta sexta-feira, incluindo o relatório de gestão, o balanço e as contas individuais de 2018. Os pontos foram todos aprovados por larga maioria.

No dia em se sabe que a CMVM suspeita que três participações qualificadas na Pharol podem ser controladas pelo investidor brasileiro Nelson Tanure, Diogo Lacerda Machado, presidente da mesa da assembleia geral da Pharol, decidiu aceitar que esses acionistas votassem de forma individual. As três empresas controlam mais de 18% da Pharol, mas os estatutos estão blindados a 10%.

Em causa, o facto de a decisão do regulador ainda ser apenas preliminar, havendo um prazo de 30 dias no qual as três empresas — High Bridge, High Seas e Blackhill — poderão clarificar a quem são imputados os direitos de voto. Só depois deste prazo, e caso as empresas não consigam provar a independência, é que a CMVM decreta oficialmente que a posição de mais de 18% não é transparente.

O ECO sabe que a aprovação de todos os pontos deu-se por larga maioria, numa assembleia geral bem mais tranquila do que se adivinhava há uma semana, quando a High Bridge avançou com uma proposta para remodelar quase por completo o conselho de administração da Pharol.

Para muitos dos cargos, eram propostos nomes com alegadas ligações ao empresário Nelson Tanure, que já é, atualmente, administrador da Pharol. Depois das suspeitas chegarem às páginas dos jornais, a CMVM abriu uma investigação e a proposta foi voluntariamente retirada pela High Bridge.

(Notícia atualizada pela última vez às 13h28)

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