Japão deteve (outra vez) Carlos Ghosn por alegado desvio de 4,4 milhões

  • Lusa
  • 4 Abril 2019

A nova detenção do ex-presidente da Nissan aconteceu pouco mais de um mês depois de Ghosn ser libertado sob fiança.

O Ministério Público (MP) de Tóquio revelou que a última detenção do ex-presidente da Nissan justifica-se pela suspeita de que Carlos Ghosn desviou cinco milhões de dólares (o equivalente a 4,4 milhões de euros). Os procuradores do MP adiantaram que o dinheiro terá sido desviado de uma subsidiária da Nissan para uma concessionária fora do Japão.

A detenção aconteceu pouco mais de um mês depois de Ghosn ser libertado sob fiança quando se encontrava sob custódia das autoridades, suspeito de má conduta financeira enquanto liderava a fabricante japonesa. Os procuradores acreditam que o dinheiro desviado terá ido para uma empresa que Ghosn praticamente administrou.

O comunicado divulgado esta quinta-feira não mencionou Omã, mas uma investigação anterior da parceira francesa da Nissan Motor Co., da Renault, centrou-se em pagamentos realizados a uma concessionária naquele país, sendo que se suspeita que parte do dinheiro foi canalizado para uso pessoal de Ghosn.

Já o ex-presidente da Nissan voltou a garantir que está inocente. Ghosn “nega totalmente todas as acusações”, disse Junichiro Hironaka, chefe da equipa de advogados de defesa de Ghosn aos jornalistas, durante uma conferência de imprensa em Tóquio, acrescentando que a nova detenção é uma estratégia da Procuradoria para “pressionar Ghosn”, impedindo-o de falar publicamente.

A defesa do ex-presidente da Nissan Motor e Renault já anunciou que vai “recorrer com firmeza” à nova detenção de Carlos Ghosn por processos adicionais, pretendendo conseguir a libertação o “mais rápido possível”. Hironaka acrescentou, ainda, que é “pouco comum” a nova detenção de que foi alvo do ex-diretor da Nissan Motor e Renault, em Tóquio.

Hironaka disse também que as novas acusações que foram apresentadas contra Ghosn “não são novas”, estando relacionadas com os delitos de que já foi acusado: ocultação de compensações milionárias em alegado conluio com a Nissan Motor e abuso de confiança por usar os fundos da empresa para solucionar prejuízos financeiros pessoais.

(Notícia atualizada às 11h43 com reação da defesa de Carlos Ghosn)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Japão deteve (outra vez) Carlos Ghosn por alegado desvio de 4,4 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião