Estes são os 6 riscos que o FMI vê para a economia mundial

O FMI cortou as previsões para a economia mundial em três décimas para 3,3% este ano. O Fundo identifica seis riscos que, se se materializarem colocam o mundo a crescer ainda menos.

O FMI cortou as previsões para a economia mundial em três décimas para 3,3% este ano, revelou a instituição no World Economic Outlook publicado esta terça-feira. A deterioração das projeções confirma a expectativa criada na semana passada por Christine Lagarde quando avisou que 70% do mundo está a abrandar. E o cenário pode piorar. O Fundo identifica seis riscos que, se se materializarem, colocam a economia mundial a crescer ainda menos.

Os seis riscos são:

  1. As tensões comerciais continuam a ser uma preocupação. Houve avanços nas relações entre os EUA e a China, mas há resultados que ainda dependem do processo de negociação. Além dos impactos diretos, o Fundo admite que e a incerteza e o receio de uma escalada protecionista minem o investimento por parte das empresas;
  2. As projeções do Fundo assumem uma recuperação na Zona Euro, apoiada num cenário que evita uma saída desordenada do Reino Unido, que as medidas de estímulo adotadas pelo governo chinês provocam efeitos, e que o impacto do pacote fiscal nos EUA começa a desaparecer. Qualquer evolução diferente pode pôr em causa a previsão do crescimento mundial;
  3. Os ciberataques constituem uma fonte de risco para os mercados financeiros, já que estes podem ter um efeito “disruptivo severo” nos sistemas de pagamentos e na circulação de bens e serviços;
  4. Os riscos políticos relacionados com a agenda de novos governos saídos de eleições, com o conflito no Médio Oriente ou com as tensões na Ásia Oriental podem, quando combinados, ter um efeito prejudicial no crescimento;
  5. Como riscos de médio prazo, o Fundo vê o impacto que as alterações climáticas podem ter na economia global, como a falta de confiança nas instituições e nos partidos políticos, que leva a uma polarização menos facilitadora de reformas;
  6. A evolução das matérias-primas é outra das incertezas. Um painel de informação, que compara preços das matérias-primas com a inflação, mostra que os riscos para o crescimento global são agora maiores.

 

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Estes são os 6 riscos que o FMI vê para a economia mundial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião