Quase 8 em cada 10 trabalhadores planeiam mudar de emprego

  • Ricardo Vieira
  • 9 Abril 2019

Apoiar os interesses pessoais dos colaboradores, criar flexibilidade nos contratos e incentivar a mobilidade interna são alguns dos fatores de atratividade das empresas, aponta estudo da Hays.

Um estudo global realizado por consultores especializados da Hays, para o qual foram inquiridas 4.500 pessoas em mais de 100 países, revela que 78% das pessoas pretendem encontrar um novo emprego em 2019.

Alistair Cox, CEO da Hays, aponta algumas das causas para este descontentamento: os colaboradores que trabalham remotamente sentem-se desconectados com o local de trabalho e, cada vez mais, procuram, em simultâneo, uma maior flexibilidade de horas de trabalho. Outras razões podem passar pelo esgotamento, por não encontrarem sentido para o trabalho que fazem ou simplesmente por perderem o entusiasmo, acrescenta.

As organizações, defende o CEO, devem incentivar conversas com os seus colaboradores sobre as suas carreiras e ambições. Na sua opinião, isso permitirá que as empresas façam uma gestão da situação e consigam planear a eventual saída de um colaborador.

Apoiar os interesses pessoais dos colaboradores, criar flexibilidade nos contratos, promover os colaboradores para vagas disponíveis dentro da empresa e incentivar a mobilidade interna para permitir que os colaboradores experimentem diferentes equipas e funções dentro da empresa são, para Alistair, algumas das medidas que as empresas podem tomar para aumentarem os níveis de retenção.

“Há mudanças importantes nas quais as empresas, devem começar a pensar agora, para ajudar a limitar o risco de perder os melhores colaboradores no futuro. Afinal, se não oferecerem ao colaborador o que ele precisa para evoluir no mundo do trabalho, com toda a sinceridade, ele encontrará outra empresa que o faça”, diz.

No entanto, Alistair acredita que, apesar do esforço de várias empresas, “na maior parte das vezes, a decisão de deixar uma empresa é verdadeiramente pessoal e exclusivamente dos colaboradores. Então, a questão permanece — não importa quantas novas políticas de trabalho colocamos em prática, as pessoas podem deixar a empresa”.

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