BPI paga dividendos de 140 milhões aos espanhóis do CaixaBank

Nove anos depois, o BPI volta a remunerar os seus acionistas. Mas será o CaixaBank a ficar com a totalidade dos dividendos, depois da OPA lançada em 2017: 140 milhões de euros.

Nove anos depois, o BPI volta a remunerar os seus acionistas. Mas será o CaixaBank a ficar com a totalidade dos dividendos, depois da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada em 2017 e concluída no final do ano passado. E assim 140 milhões de euros vão parar aos bolsos dos espanhóis.

“O BPI anuncia que, por deliberação tomada hoje pelo seu acionista único, foram aprovados o relatório e as contas de 2018, bem como a proposta do Conselho de Administração do BPI para a distribuição de dividendos, referentes aos resultados de 2018, no montante de 140 milhões de euros“, refere o banco em comunicado.

“O payout aprovado corresponde a 31% do lucro líquido individual do BPI em 2018 (excluindo a mais-valia potencial decorrente da reavaliação da participação no BFA), em linha com o patamar mínimo previsto na política de dividendos do BPI”, acrescenta a instituição liderada por Pablo Forero.

É o segundo banco a regressar aos dividendos depois de o BCP ter anunciado uma remuneração acionista no valor de 30 milhões de euros. Também a Caixa Geral de Depósitos (CGD) já anunciou a intenção de pagar dividendos ao Estado, num valor que deverá rondar os 200 milhões de euros.

"O BPI anuncia que, por deliberação tomada hoje pelo seu acionista único, foram aprovados o relatório e as contas de 2018, bem como a proposta do Conselho de Administração do BPI para a distribuição de dividendos, referentes aos resultados de 2018, no montante de 140 milhões de euros.”

Banco BPI

Comunicado

No caso do BPI, os dividendos dizem respeito aos lucros de 491 milhões de euros obtidos no ano passado. A justificar este resultado estiveram as vendas de participações que foram feitas no ano passado, que renderam mais de 190 milhões ao banco.

O banco elenca quatro motivos para o regresso aos dividendos: os excelentes resultados financeiros e operacionais, a situação sólida de capital, o sucesso da emissão de 500 milhões de euros em obrigações hipotecárias e a classificação de nível de investimento da dívida de longo prazo pelas três principais agências internacionais de rating.

“A aprovação do primeiro dividendo em nove anos traduz a total normalização do banco”, frisa o BPI.

(Notícia atualizada às 17h43)

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