Dívida pública ultrapassa 250 mil milhões em março

A dívida pública atingiu em março mais de 250 mil milhões de euros. É a terceira subida mensal. Governo planeia descida do rácio da dívida pública para 118,6% do PIB este ano.

A dívida pública fixou-se em 250,4 mil milhões de euros em março, depois de em fevereiro ter atingido os 249,3 mil milhões, segundo dados do Banco de Portugal publicados esta quinta-feira.

“Em março de 2019, a dívida pública situou-se em 250,4 mil milhões de euros, aumentando 1,1 mil milhões de euros relativamente ao final de fevereiro. Para este aumento contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida”, diz o banco central na nota publicada.

Novembro do ano passado foi a última vez em que o stock da dívida excedeu a barreira dos 250 mil milhões de euros, mais concretamente 251,4 mil milhões de euros.

Além de se ter verificado um aumento na dívida acumulada face ao mês anterior, este valor apresentou também um acréscimo em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a dívida pública estava em 246 mil milhões de euros.

No final de 2018, Portugal conseguiu uma redução da dívida em termos nominais, com o pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) da restante dívida contraída em 2011 no âmbito do resgate aos credores internacionais, embora quando medida em percentagem do PIB tenha recuado face aos 124,8% do PIB alcançados em 2017, impulsionada pelo crescimento da economia mas também pela redução do défice e da diminuição da fatura com os juros.

Evolução da dívida pública

Fonte: Banco de Portugal; Valores em mil milhões de euros

O Governo traçou para este ano uma meta para o rácio da dívida pública de 118,6% do PIB. O valor de fecho de 2018 foi de 121,5% do PIB.

Apesar de o valor da dívida em percentagem do PIB estar a descer, o valor acumulado da dívida em termos nominais ainda tem apresentado aumentos ano após ano. O ministro das Finanças quer inverter também esta tendência. No âmbito do Programa de Estabilidade apresentado em abril, Mário Centeno garantiu que a dívida pública em termos nominais vai começar a descer “já amanhã”.

(Notícia atualizada)

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