Lacerda explica demissão com “interesses antagónicos” nos CTT

Um dia depois de anunciar a renúncia ao cargo de presidente executivo dos CTT, Francisco Lacerda deixou uma mensagem aos trabalhadores.

Um dia depois de ter anunciado a renúncia ao cargo de presidente executivo dos CTT, tal como o ECO noticiou em exclusivo, Francisco de Lacerda deixou uma mensagem aos trabalhadores da empresa, em que ficam claros os motivos que o levaram à demissão, um dos quais a a gestão de “interesses múltiplos (…) e antagónicos”.

“Aceitei este cargo com plena consciência de que a condução de uma empresa desta dimensão, saída de uma privatização, numa atividade em profunda transformação e com a missão que lhe compete por força do serviço público que presta, implicaria a gestão e permanente tentativa de conciliação que múltiplos interesses, muitas vezes antagónicos ou com horizontes temporais diferentes, dos seus diversos stakeholders“, começou por escrever Francisco Lacerda, na carta a que o ECO teve acesso.

O presidente executivo da empresa dos correios afirma que sempre procurou “focar a gestão da empresa” e criar “condições para navegar as difíceis águas de uma indústria que está, em todo o mundo, num acelerado processo de reinvenção e profunda transformação”.

Esta foi a minha missão e a ela me entreguei com máxima lealdade e total independência, olhando para trás com a certeza de que decidi sempre o que em consciência, e de modo informado, entendi ser o melhor para a empresa, sabendo que tal implicou, porém, escolhas difíceis”, continuou.

“Tendo refletido profundamente sobre o assunto, entendo que é tempo de uma nova liderança que, com fôlego renovado e desde já, possa começar a preparar a empresa para a fase que se avizinha”, rematou, agradecendo a “todos os colaboradores, acionistas e, claro, aos clientes” por estes sete anos que foram “dos mais desafiantes de sempre”.

Leia aqui a mensagem de Francisco Lacerda aos trabalhadores:

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