Facebook impõe limites a transmissões de vídeo para travar terrorismo

Contas sinalizadas por suspeita de terrorismo vão ficar impedidas de transmitir vídeo em direto... mas só temporariamente. Medida chega dois meses depois do atentado na Nova Zelândia.

O Facebook vai finalmente decretas que as contas que que se suspeitem estar ligadas a atividade terrorista fiquem impedidas de transmitir vídeo em direto na rede social. A medida surge dois meses depois de um atentado em duas mesquitas na Nova Zelândia, que tirou a vida a 51 pessoas, ter sido emitido na plataforma pelo próprio atirador. A medida está a gerar algumas críticas.

“Na sequência dos horrendos ataques na Nova Zelândia, temos estado a analisar o que podemos fazer mais para impedir que os nossos serviços sejam usados para causar danos ou propagar o ódio”, escreveu Guy Rosen, responsável da empresa para a área da integridade, numa publicação no blogue da empresa. “A partir de hoje [terça-feira], quem violou certas regras no Facebook ficará impedido de usar o Facebook Live”, acrescenta.

Contudo, a medida é apenas temporária e a proibição poderá vigorar por um período de 30 dias, o que está a espoletar críticas à rede social. Isto porque, além de partir do princípio que estas contas não são permanentemente removidas da plataforma, nada parece impedir os responsáveis pelas contas sinalizadas de, simplesmente, criarem uma nova conta na rede social.

“O sentimento na Nova Zelândia é que isto não é suficiente. Mesmo que alguém se esteja a comportar mal e acabe numa qualquer lista, pode simplesmente obter uma nova conta no Facebook. É a coisa mais fácil do mundo”, comentou Alistair Knott, professor da Universidade neozelandesa de Otago, em declarações ao The Wall Street Journal (acesso pago).

As grandes tecnológicas têm estado debaixo de fogo devido ao insucesso em prevenir que os serviços sejam usados para disseminar o ódio ou promover conteúdo extremista. O problema no seio destas companhias prende-se com a dificuldade em encontrar um equilíbrio entre prevenir este tipo de conteúdo sem colocar entraves à liberdade de expressão. Mas o fator financeiro também tem peso, na medida em que os responsáveis não terão interesse em implementar medidas que penalizem os lucros.

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