Portugal adia reembolso de 742 milhões de euros para 2026 após troca de dívida
IGCP, liderado por Cristina Casalinho, concretizou esta quarta-feira uma oferta de troca de dívida pública. Operação permitiu adiar o reembolso de 742 milhões de euros de 2021 para 2026.
Portugal procedeu esta quarta-feira a nova oferta de troca de dívida pública, numa operação financeira que permitiu à República adiar para 2026 o reembolso de 742 milhões de euros em títulos que venciam em 2021 e ainda baixar o custo da dívida.
O IGCP foi esta manhã ao mercado comprar 742 milhões de euros em obrigações do Tesouro que atingiam a maturidade já em abril de 2021, com um cupão de 3,85%. Em contrapartida, os investidores aceitaram adquirir títulos no mesmo montante que vencem cinco anos mais tarde, em abril de 2026, e que têm uma taxa de cupão mais reduzida, de 2,875%.
Assim, com esta troca de dívida, Portugal alcançou um duplo objetivo: alisar o pico de reembolsos previsto para daqui a dois anos e, simultaneamente, baixar o custo da dívida pública que está em mínimos da década, pelo menos. Tem sido esta a estratégia de financiamento seguida por Cristina Casalinho nos últimos anos.
Foi a terceira operação de troca de dívida realizada este ano. Na anterior, feita em março, o IGCP atirou para 2030 o reembolso de 619 milhões de euros em obrigações que tinham de ser pagas em 2021.
Estas ofertas de troca de dívida ocorrem numa altura em que Portugal e outros países da Zona Euro continuam a beneficiar de um ambiente favorável nos mercados de dívida, fruto sobretudo da ação de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e também dos ganhos de credibilidade do país lá fora (refletidos na melhoria do rating da República).
Além da extensão dos prazos de reembolsos, com vista a aligeirar os pagamentos de dívida nos próximos anos, Portugal também tem procurado diversificar as suas fontes de financiamento. Conforme avançou o ECO em primeira mão, o IGCP realiza já na próxima semana a primeira emissão de dívida em moeda chinesa realizada por um membro da Zona Euro. Quer obter 260 milhões de euros em Panda bonds com maturidade a três anos.
(Notícia atualizada às 10h57)
Contribua. A sua contribuição faz a diferença
Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.
A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.
É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.
De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,
Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.
António Costa
Publisher do ECO
Comentários ({{ total }})
Portugal adia reembolso de 742 milhões de euros para 2026 após troca de dívida
{{ noCommentsLabel }}