Norte apela ao Presidente da República que contribua para corrigir desigualdades territoriais

Nuno Botelho foi reeleito presidente da Associação Comercial do Porto esta quinta-feira e apelou ao Presidente da República que acabe com as assimetrias regionais.

Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, apelou esta quinta-feira, ao Presidente da República que contribua para corrigir as desigualdades territoriais que afetam o norte do país. Perante o apelo Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que compreende como é importante dar voz à Associação, como é importante dar voz ao Porto, dar voz ao Norte. “Vi com este apelo uma preocupação com assimetrias, desigualdades a corrigir. Insuficiências e injustiças a combater. Anoto e registo esse apelo”, refere o Presidente da República.

Há 14 anos que a Associação Comercial do Porto não recebia um Presidente da República em visita oficial. Marcelo Rebelo de Sousa foi o convidado de honra da ACP e concedeu à associação, de forma simbólica, a atribuição do título de membro honorário da ordem do Infante D. Henrique. “Pela história que já fez merece o reitorado de reconhecimento dos portugueses, reconhecimento expresso por várias vezes mas hoje aqui confirmado”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Dizendo que “o Porto e o Norte não pedem nada. O Porto e o norte apenas exigem aquilo a que têm legitimamente direito“, Nuno Botelho defendeu que os partido políticos devem colocar a “questão da regionalização e a descentralização na agenda da próxima legislatura”.

Ao contrário do que acontece em toda a Europa, a macrocefalia portuguesa está a aumentar. O centralismo está a reprimir cada vez mais as regiões.

Nuno Botelho

Presidente da Associação Comercial do Porto

Para o presidente da ACP não se trata de uma questão Lisboa versus Porto mas sim de um problema nacional. Apela, por isso, para a “necessidade imperativa de transferir os centros de decisão para junto da economia real. Para o Algarve, para o Alentejo, para o Centro. Mas também, e claramente para o Norte. Trata-se sim de saber em que cidades são decididos e geridos os fundos”, evidencia.

Dá o exemplo de programas como o Compete, que continuam a ser geridos centralmente em Lisboa “quando é aqui que se encontram sediadas o maior número de empresas do nosso país”, constata o presidente da ACP.

Perante esta descentralização acrescenta ainda que o norte é a região onde o emprego mais cresceu nos últimos anos. “Somos uma região que é hoje responsável por aproximadamente 50% das exportações nacionais. Apresentamos uma balança comercial positiva, em que as exportações equivalem a 150% das importações”, conclui.

“Acreditar na Europa é prova de sensatez e de realismo”, diz Marcelo

No jantar que se seguiu à reeleição de Nuno Botelho como presidente da Associação Comercial do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa regressou ao tema das eleições europeias e afirmou que “acreditar na Europa é prova de sensatez e de realismo”.

Marcelo lamenta a abstenção portuguesa, que atingiu os valores mais altos de sempre. Para o Presidente da República “é revelador” que os portugueses tenham sufragado de forma “contundente” a escolha europeia, “sobretudo num tempo em que tantos, de fora da Europa, tudo têm feito para a dividir e enfraquecer”, porque “ela própria, vezes demais, se encarregou de facilitar tais propósitos, desunindo-se no acessório, alimentando razões de queixa no crucial, pelo atraso e displicência, pela quase sobranceria no lidar com os europeus”, afirmou o Presidente da República perante uma assistência com mais de 300 personalidades, ligadas ao setor empresarial, autárquico, académico e económico, membros da Associação Comercial do Porto.

 

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