Deputados aprovam segunda audição de Vítor Constâncio

  • ECO
  • 7 Junho 2019

O consenso já era certo. Deputados vão voltar a ouvir Vítor Constâncio depois de se saber que o Banco de Portugal decidiu aprovar a concessão de um crédito de 350 milhões da CGD a Berardo em 2007.

Os deputados decidiram esta sexta-feira voltar a ouvir o ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, na II comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos, depois de se ter descoberto que o responsável omitiu dos deputados que, em 2007, enquanto governador do Banco de Portugal (BdP), autorizou José Berardo a levantar 350 milhões de euros junto da CGD para comprar ações do BCP.

A decisão foi tomada esta tarde, antes de ter início a audição de Jorge Tomé, e depois de todos os partidos representados na comissão já terem manifestado repúdio pela omissão do antigo governador, uma omissão que coloca em causa o depoimento de 28 de março e que levou, mesmo o PSD a acusar Constâncio de mentir, pela segunda vez. A primeira foi na sequência do caso das catas enviadas por Almerindo Marques, onde este denunciava operações irregulares no banco.

A notícia avançada esta sexta-feira pelo Público (acesso condicionado) revel que a 21 de agosto de 2007, o Conselho de Administração do BdP, na altura liderado por Vítor Constâncio, permitiu a José Berardo um reforço da posição que este detinha no BCP, passando de 3,99% para 9,99%, através de um financiamento de 350 milhões de euros a libertar pela CGD, mediante a promessa de penhora dos títulos que seriam adquiridos. Ou seja, sem garantias reais.

Para o Bloco de Esquerda este caso “coloca em causa a credibilidade do sistema”, já o CDS defende que a situação deve ser enviada ao Minsitério Público caso se prove que Vítor Constâncio mentiu. Já o PS defendeu que era indispensável que o ex-governador volte a ser ouvido e o Governo, através do secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Mourinho Félix, considerou que as decisões que foram tomadas pelo Banco de Portugal sobre a concessão de crédito a Joe Berardo em 2007 têm que ser “justificadas, explicadas e percebidas”.

(Notícia atualizada)

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