Facebook vai mesmo ter uma moeda própria para pagar produtos e serviços. Vai chamar-se Libra

Mark Zuckerberg está a liderar a criação de um consórcio que lançará a nova criptomoeda que servirá para pagamentos na internet. Visa, MasterCard e Uber estão envolvidas no projeto.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, vai encabeçar a Libra Association, um consórcio que governará a nova moeda digital. Servirá para pagar produtos e serviços na internet.Wikimedia Commons

O Facebook vai anunciar uma criptomoeda que permitirá pagar serviços ou produtos na internet. A divisa vai chamar-se Libra e terá o apoio de empresas como a Visa, MasterCard, PayPal e Uber. O projeto será revelado na próxima semana e espera-se que a moeda virtual seja disponibilizada ao público no final do ano, segundo informações apuradas pelo The Wall Street Journal (acesso pago).

A preço da Libra — o nome é mesmo assim — vai estar diretamente ligado ao valor de um conjunto de moedas físicas para impedir grandes flutuações, como as que acontecem, por exemplo, com a Bitcoin. A Libra poderá ser usada para pagamentos de serviços e produtos na internet ou para transferências entre os utilizadores, um pouco à semelhança do que acontece no MBWay, mas através do Facebook.

Na base da divisa digital estará um consórcio — Libra Association — liderado pelo grupo Facebook e que conta com o apoio e o investimento inicial de várias empresas financeiras, de comércio eletrónico e de telecomunicações. Entre elas está a Visa, MasterCard, PayPal e Uber. Cada membro do consórcio teve de investir dez milhões de dólares no projeto, refere o mesmo jornal, que salienta que não é claro, nem mesmo para estes, como funcionará a criptomoeda do Facebook.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, espera que uma criptomoeda de valor mais estável e associada à maior rede social do mundo se expanda a um ritmo mais elevado do que a Bitcoin, a moeda digital criada em 2008 que saltou para a ribalta quase dez anos depois, chegando a atingir um valor próximo dos 20.000 dólares em dezembro de 2017. Apesar de popular entre os especuladores, a moeda deixou praticamente de ser usada para pagamentos, devido às comissões elevadas dos intermediários, que aproveitaram a oportunidade de negócio, e ao valor elevado de cada divisa, que está a cotar perto dos 7.300 euros cada moeda.

O Facebook tem estado em contacto com os reguladores norte-americanos, que estão preocupados com a possibilidade de a Libra vir a ser usada em atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e financiamento de organizações terroristas. De acordo com o jornal, a preocupação existe mesmo no seio de alguns dos participantes do consórcio, que, ainda assim, não resistiram à oportunidade de acederem a um mercado com cerca de 2,4 mil milhões de utilizadores ativos mensalmente.

A rede social, que também detém o Instagram e o WhatsApp, deverá publicar na próxima semana o chamado white paper da Libra, um documento com as principais explicações sobre os propósitos e o funcionamento da criptomoeda. A rede social não deverá ter o controlo da governação da divisa, mas espera-se que tenha uma influência significativa, pelo menos ao nível do funcionamento da mesma.

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