Portugal 2020 injetou, por semana, 50 milhões de euros na economia

O ministro do Planeamento defende que é necessário "retirar lições" da aplicação dos fundos de modo a adaptar a estratégia para afetar recursos aos domínios certo.

A cada semana da atual legislatura (180 semanas), o Portugal 2020 injetou 50 milhões de euros na economia. A contabilização foi feita pelo ministro do Planeamento no encerramento da Mostra Portugal 2020. Uma iniciativa que pretendeu demonstrar os casos concretos em que os fundos europeus são usados, da multinacional Bosch, aos Passadiços do Paiva ou pelos autocarros da Carris.

Apesar da importância que os fundos têm para o desempenho da economia nacional — que o Governo espera que cresça 1,9% este ano — Nelson Souza deixou um alerta: “É necessário retirar lições devidas, para adaptar a estratégia e afetar os recursos aos domínios certos para que Portugal possa continuara a convergir com a Europa”. Um recado que surge no contexto da negociação do próximo quadro comunitário de Apoio para 2021-2027, mas também depois de um exercício de reprogramação em que o Executivo tentou alterar algumas das opções estratégicas tomadas pelo Governo anterior, nomeadamente reduzindo o montante de verbas dedicadas aos instrumentos financeiros.

Nelson Souza reiterou a garantia que as autoridades nacionais não desistirão de lutar nas negociações em curso, “até ao fim, até à ultima noite, por cada milhão e cada euro”. Isto porque a proposta da Comissão que está sobre a mesa implica um corte de 7% nas verbas da Coesão para Portugal e um corte de 15% nas verbas do segundo pilar da Política Agrícola Comum (ainda que no primeiro pilar, o das ajudas diretas aos agricultores, não haja cortes).

O ministro do Planeamento defende que Portugal tem “a razão do seu lado” tendo em conta a capacidade de execução de Portugal. Nelson Souza reiterou que o Portugal 2020 já conta com uma execução de 40% e que já foram feitos pagamentos de 10 mil milhões de euros aos beneficiários dos fundos. “Um número que impressiona, não só pelo número em si, mas pela diversidade dos beneficiários”, acrescentou.

Ainda sobre as negociações do Portugal 2030, Nelson Souza assegura que Portugal vai fazer valer a sua posição, “nos momentos certos e oportunos”. O responsável já tinha explicado que as negociações estão numa espécie de congelador e que só haverá evoluções com a nova Comissão Europeia.

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