Dívida pública fixa novo recorde em maio. Atinge os 252,5 mil milhões de euros

A dívida pública atingiu em maio 252,5 mil milhões de euros. Este é o valor mais alto de sempre. Os dados foram publicados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

A dívida pública atingiu 252,5 mil milhões de euros em maio, registando um novo aumento face ao mês anterior e renovando o máximo histórico, revelam dados do Banco de Portugal publicados esta segunda-feira.

Em abril, a dívida acumulada ficou em 252,3 mil milhões de euros, um valor revisto em baixa face aos 252,4 mil milhões de euros publicados pelo banco central a 3 de junho.

Segundo o banco central, entre abril e maio registou-se um aumento da dívida acumulada de 200 milhões de euros. “Para esta subida contribuiu essencialmente o aumento de certificados do Tesouro e de empréstimos”, diz a instituição liderada por Carlos Costa.

No quinto mês do ano, Portugal tornou-se o primeiro país da Zona Euro a emitir Panda Bonds no valor de 260 milhões, o Tesouro fez uma operação de troca de dívida de Obrigações do Tesouro e, no início de maio, fez também uma emissão para ir ao mercado buscar 1.200 milhões de euros.

Apesar deste aumento da dívida bruta em maio, em termos líquidos registou-se um recuo em resultado do reforço dos depósitos. “Os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 700 milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou uma diminuição de 500 milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 229,4 mil milhões de euros.”

Fonte: Banco de Portugal

Em junho, o stock acumulado de dívida pública, em termos brutos, deverá baixar. O Tesouro devolveu 8,14 mil milhões de euros aos investidores que tinha pedido emprestado em 2009.

O Governo espera que no conjunto do ano haja uma redução do rácio da dívida pública, medido em percentagem do PIB. Em 2018, o rácio da dívida pública ficou em 121,5% do PIB. Para 2019, o Executivo aponta para 118,6% do PIB.

(Notícia atualizada às 11h09 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dívida pública fixa novo recorde em maio. Atinge os 252,5 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião