Marcelo destaca boa reação dos mercados à nomeação de Lagarde para o BCE

  • Lusa
  • 3 Julho 2019

A descida das taxas de juro "significa que os mercados perceberam que a senhora Christine Lagarde vai continuar a política de Mário Draghi", considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República Portuguesa destacou como positiva a reação dos mercados internacionais à nomeação de Christine Lagarde para o Banco Central Europeu (BCE), tendo feito notar os seus efeitos numa descida das taxas de juro.

Tendo feito notar que “ainda é preciso haver votação no Parlamento Europeu (PE) da presidente da Comissão para esta poder formar a sua equipa”, Marcelo Rebelo de Sousa destacou esta quarta-feira em Abrantes, à margem de uma visita no âmbito do projeto piloto de Vida Independente, que “já foi eleito o presidente do PE” e que “já há alguns resultados positivos”, referindo-se à reação dos mercados.

“Talvez o mais positivo venha a ser dos mercados internacionais, reagiram muito bem à escolha da nova presidente do BCE com a descida das taxas de juro“, notou.

Segundo disse o Presidente da República, a descida das taxas de juro “significa que [os mercados] perceberam que a senhora Christine Lagarde vai continuar a política de Mário Draghi”, o que, defendeu, “é bom para a Europa e eu acho que é bom para o Mundo”.

Ursula Von der Leyen, ministra da Defesa da Alemanha desde 2013, foi nomeada na terça-feira pelo Conselho Europeu para suceder a Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão, no âmbito de um acordo entre as três maiores famílias políticas europeias – conservadores, socialistas e liberais – para as nomeações para os cargos de topo da União Europeia (UE).

O acordo no Conselho Europeu, alcançado depois de uma maratona negocial em Bruxelas que se prolongou por três dias, contempla ainda a nomeação do primeiro-ministro belga em funções, o liberal Charles Michel, para a presidência do Conselho Europeu, do vice-presidente da assembleia europeia, o socialista David Maria Sassoli, para a presidência do Parlamento Europeu, do ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, o socialista Josep Borrell, como Alto Representante da UE para a Política Externa e ainda da francesa Christine Lagarde para o BCE.

O acordo fechado entre os líderes dos 28 foi a solução encontrada depois da rejeição, pelo PPE, da proposta negociada à margem da cimeira do G20 pela chanceler alemã Angela Merkel (PPE), o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez (Socialistas), o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte (Liberais), para a designação do socialista holandês Frans Timmermans, candidato principal dos socialistas, para a presidência da Comissão Europeia, e Manfred Weber, ‘spitzen’ dos conservadores, para a presidência do PE.

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