Costa promete “prosseguir trajetória de diminuição de impostos sobre o trabalho”

O PSD já anunciou que a redução da carga fiscal faz parte do seu programa eleitoral. António Costa diz, agora, que a diminuição dos impostos sobre o trabalho vai "seguramente prosseguir".

O líder do PSD, Rui Rio, anunciou, na sexta-feira, que o programa do partido, com o qual pretende concorrer às legislativas de 6 de outubro, prevê uma redução da carga fiscal, tanto para as empresas como para as famílias. Esta segunda-feira, o primeiro-ministro António Costa, relembrando que o programa eleitoral do PS será apresentado no próximo dia 20, afirmou que vai ser dada continuidade à trajetória de descida de impostos.

“Este ano, os portugueses pagaram menos mil milhões de euros de IRS do que teriam pago, com os mesmos rendimentos, em 2015. Essa redução vai, seguramente, prosseguir. Vamos continuar a prosseguir a trajetória de diminuição dos impostos sobre o trabalho”, disse António Costa, esta manhã, em entrevista à rádio Renascença.

“A classe média, em particular, precisa de continuar a ter uma diminuição”, prosseguiu, dizendo que, hoje, os salários médios no país estão “muito aquém”. Para Portugal ser um país atrativo e com capacidade para reter talentos, o “nível salarial tem de aumentar”, referiu, recordando ainda que os jovens têm, atualmente, um nível de qualificação muito superior e que é preciso corresponder às suas expectativas.

Mas, a par destas reduções, António Costa recorda que há que “assegurar a capacidade de resposta da melhoria da qualidade dos serviços públicos”.

Quatro anos depois, o estado dos serviços públicos…

Quase quatro anos depois do início da geringonça, o primeiro-ministro reconhece que o número de greves no setor da saúde é “muito significativo e tem tido um impacto negativo”. Ainda assim, António Costa considera que Portugal está, hoje, “claramente melhor” do que estava em 2015, no início da legislatura.

Apesar de não negar que ainda há problemas, nomeadamente no setor da saúde, o primeiro-ministro recordou o financiamento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a contratação de 11 mil profissionais e ainda que “houve mais de 700 mil consultas ao longo desta legislatura e mais de 16 mil cirurgias”.

"Eu não posso controlar os efeitos de greves.”

António Costa

Primeiro-ministro de Portugal

Nem só a saúde tem sido alvo de duras críticas e continuadas greves. Ainda esta segunda-feira, os mestres da Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, iniciaram uma greve de três dias, exigindo o cumprimento do acordo de valorização salarial, estabelecido em 31 de maio. Ainda nos transportes, também a CP tem tido a sua quota-parte em matéria de paralisações.

“Eu não posso controlar os efeitos de greves”, afirmou António Costa, confrontando com as várias paralisações que têm acontecido durante a sua legislatura. Mas, voltando à CP, o primeiro-ministro frisou que, para que os comboios chegassem mais cedo, era preciso que o concurso tivesse sido aberto na legislatura anterior. “Como sabe, na legislatura anterior foi feito um corte enorme no investimento público”, acrescentou.

Geringonça? Nota “bom”

Questionado sobre o grau de satisfação com a geringonça, o primeiro-ministro avaliou o desempenho do Governo conjunto entre PS, Bloco, PCP e “Os Verdes” com a classificação de “bom”. “Foi bom, superou as expectativas de muitos e os receios de alguns”, disse.

António Costa não escolheu a classificação “excelente”, mas frisou que algumas coisas foram excelentes. “Conseguimos cumprir o que ficou acordado nas posições conjuntas, cumprimos todas as medidas que estavam previstas no programa do Governo”, afirmou. E, se as medidas nesta legislatura ficaram esgotadas, o primeiro-ministro relembra que “uma nova legislatura terá novas medidas”.

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