Juros do crédito da casa sobem há sete meses. Estão em máximos de três anos

A taxa de juro implícita no crédito à habitação fixou-se nos 1,081% em junho, naquele que foi o 7.º mês seguido de subidas. Nos contratos mais recentes, a taxa caiu para mínimos de mais de uma década.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação atingiu 1,081%, em junho, registando o sétimo mês consecutivo de subidas. É um acréscimo de 0,1 pontos base face ao mês anterior e que coloca aquela taxa no valor mais elevado dos últimos três anos. A atualização mensal foi revelada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com esta a apontar contudo, também para uma forte quebra nos juros dos contratos de crédito mais recentes, para mínimos de pelo menos uma década.

De acordo com o organismo público de estatísticas, a taxa de juro passou de 1,080% em maio para 1,081% em junho, considerando a globalidade dos contratos de crédito à habitação. Seria necessário recuar até junho de 2016 para ver um valor mais elevado.

Tendência oposta verificou-se no rumo dos juros dos financiamentos mais recentes. Nos contratos de crédito celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro média fixou-se em junho nos 1,267%, abaixo dos 1,394% registados em maio. Trata-se de um mínimo de pelo menos uma década.

Juros da casa aceleram pelo sétimo mês

Fonte: INE

A quebra da taxa de juro implícita nos contratos de crédito mais recentes aconteceu num mês que foi marcado pelas declarações de Mario Draghi que revelou a disponibilidade do Banco Central Europeu (BCE) avançar com novos estímulos, incluindo uma descida dos juros, como forma de puxar pela economia da Zona Euro.

O anúncio resultou numa queda abrupta das Euribor — taxas de juro que servem de referência para a maioria dos contratos de crédito à habitação celebrados em Portugal — que renovaram assim novos mínimos históricos. Fez ainda adiar para apenas daqui a cinco anos, em junho de 2024, o cenário de entrada das Euribor em terreno positivo, revelam os futuros para aquelas taxas.

Considerando a globalidade dos contratos de financiamento para a compra de casa, o valor médio da prestação vencida subiu um euro, para 247 euros. Deste valor, 48 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 199 euros (81%) a capital amortizado, revela o INE.

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 135 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 52.915 euros. Para os contratos celebrados nos últimos 3 meses, o montante médio do capital em dívida fixou-se em 99.750 euros, menos 768 euros do que em maio.

(Notícia atualizada às 11h25 com mais informação)

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