Barbie e Agência Espacial Europeia querem mais mulheres no espaço

  • Ricardo Vieira
  • 23 Julho 2019

Apenas 15% dos astronautas ativos são mulheres e ainda nenhuma foi à lua. Parceria surge no âmbito da iniciativa “Dream Gap” que estimula as mulheres a seguirem os seus sonhos.

A Barbie e a Agência Espacial Europeia (ESA) juntaram-se para incentivar as crianças a tornarem-se na próxima geração de astronautas, engenheiras e cientistas espaciais, realçando as conquistas da única astronauta ativa da Europa, Samantha Cristoforetti.

A parceria surge no âmbito da iniciativa “Dream Gap” que estimula as mulheres a seguirem os seus sonhos, partindo das pesquisas que mostram que, “a partir dos cinco anos, muitas raparigas começam a desenvolver inúmeras inseguranças e a duvidar do seu potencial. Na esperança de combater esta fase desafiante de autor reconhecimento, e sublinhando o facto de apenas 15% dos astronautas ativos serem mulheres e de ainda nenhuma delas ter ido à Lua, a Barbie pretende continuar a homenagear aquelas que se destacam na sua área profissional, apresentando-as como verdadeiras heroínas e modelos a seguir”.

“Espero que esta colaboração com a Barbie ajude meninas e meninos a sonhar num futuro sem limites”, afirma Samantha Cristoforetti, a primeira tripulante italiana feminina da Agência Espacial Europeia.

Isabel Ferrer, diretora de marketing da Barbie para o mercado europeu, revela o orgulho em “lançar esta parceria com a ESA, que possui um objetivo muito claro: inspirar as meninas a tornarem-se na próxima geração de astronautas, engenheiras e cientistas espaciais. A Barbie sempre mostrou a todas elas que podem ser aquilo que quiserem, dando-lhes a oportunidade de interpretar diferentes papéis, através das bonecas e dos jogos, e de enveredarem por uma multiplicidade de carreiras, incentivando a imaginação e a auto-expressão. Sabemos como é importante para as raparigas terem modelos a seguir e esta colaboração com a ESA ajuda-nos a levar essa missão a um outro nível”.

“Contrariamente ao que acontece em ciências e na matemática, nas quais meninos e meninas geralmente alcançam classificações semelhantes, poucas são as raparigas que sonham em tornar-se cientistas, engenheiras ou profissionais do espaço. Fatores sociais e culturais, bem como a atitude das famílias nas quais as crianças se inserem, desempenham um papel importante na escolha das ciências e das profissões científicas”, esclarece Ersilia Vaudo-Scarpetta, chief diversity officer da ESA, acrescentando: “A Agência Espacial Europeia dedica-se fortemente a promover o interesse feminino nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, e nas carreiras espaciais em particular, uma vez que precisamos de uma diversidade de talentos para imaginar e possibilitar o futuro no espaço. Estamos, portanto, orgulhosos em lançar a colaboração da ESA com a Barbie, destacando modelos tão inspiradores como os astronautas e incentivando as meninas a acreditarem em si mesmas, a olhar para o céu e a sonhar mais alto”.

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