Poiares Maduro: “O que mais temo é uma mexicanização do nosso regime”

  • ECO
  • 26 Julho 2019

Poiares Maduro receia que o PS se perpetue no poder em Portugal, sem existir uma "verdadeira alternância" política. Sobre Rui Rio, diz que "consumiu demasiado tempo" a procurar consensos com Costa.

Miguel Poiares Maduro, antigo ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo de Passos Coelho, teme uma “mexicanização” do regime político em Portugal, em que não há uma verdadeira alternância no poder com o PS. E por isso deixa críticas a Rui Rio, que não soube apresentar o PSD como solução alternativa.

“O que mais temo é uma mexicanização do nosso regime, ou seja, que o PS se transforme numa espécie de pivot permanente, que está sempre no poder, alternando a forma como exerce esse poder com partidos na esquerda ou na direita. Assim, não há verdadeira alternância”, afirmou Poiares Maduro em entrevista ao jornal Público (acesso condicionado).

Para o antigo governante, atualmente a viver em Florença, Itália, onde dá aulas, o risco de os socialistas se perpetuarem no poder existe e “isso agravaria aquilo que é um padrão do PS que é o de ocupar o Estado e uma lógica de rendas nessa ocupação, que no passado levou a favorecimento de interesses particulares”, como se manifestou no caso do Familygate.

"O que mais temo é uma mexicanização do nosso regime, ou seja, que o PS se transforme numa espécie de pivot permanente, que está sempre no poder, alternando a forma como exerce esse poder com partidos na esquerda ou na direita. Assim, não há verdadeira alternância.”

Miguel Poiares Maduro

Antigo ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo de Passos Coelho

Poiares Maduro considera que Rio não soube apresentar-se como líder da oposição, tendo “consumido demasiado o seu capital político” no esforço de procurar consensos de regime com o Governo de António Costa. E por causa disso descurou “um bocadinho a importância de apresentar também uma alternativa política forte”.

Rio “está a procurar fazer esse esforço agora, espero que venha ainda a ser bem-sucedido até às eleições, mas até este momento não conseguiu ser muito eficaz”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Poiares Maduro: “O que mais temo é uma mexicanização do nosso regime”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião