Melhoria no negócio alivia “pressão” da Altice para venda da fibra

A Altice Portugal não quer vender a fibra ótica da Meo ao desbarato. A melhoria nas contas registada no segundo trimestre aliviou a "pressão" para a conclusão do processo, que ainda está em curso.

A recuperação do negócio da Altice ATC 1,21% no segundo trimestre aliviou a “pressão” a dona da Meo para que venda a rede de fibra ótica em Portugal, reconheceu o administrador financeiro da empresa. “Esta performance faz com que o grupo não esteja focado em fechar o negócio a qualquer preço”, apontou Alexandre Matos, sinalizando que as conversações prosseguem com um conjunto de investidores interessados, oriundos dos dois lados do Atlântico.

O gestor indicou que “o processo continua a correr tal como é normal nestas coisas” e revelou que, na semana passada, “houve reuniões” em Lisboa com investidores interessados no ativo. Ainda assim, a Altice Portugal não tem um prazo definido para a conclusão da operação: “O ritmo não tem de prejudicar a qualidade com que o negócio será feito”, ressalvou Alexandre Matos, numa conferência telefónica com jornalistas.

Meo ainda dá prejuízo

A Altice Portugal lançou o processo da venda da fibra ótica no ano passado, com o intuito de gerar liquidez. Mas a telecom portuguesa fechou o trimestre com um aumento homólogo de 0,4% no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que se fixou em 213 milhões de euros, apoiado no aumento das receitas. Uma tendência que se verificou na generalidade dos mercados em que o grupo Altice opera.

No entanto, apesar de a empresa não revelar este dado concreto, a Meo ainda tem um resultado líquido negativo, revelou Gonçalo Camolino, responsável da área de contabilidade da empresa. “Ainda estamos a apurar prejuízo, mas por causa de efeitos que não têm a ver com a nossa qualidade de gerar cash flow, afirmou. Em causa estão uma série de efeitos “intangíveis”, como questões relacionadas com “licenças 3G”, entre outras.

Altice Portugal quer conquistar liderança da TV à Nos até ao fim do ano

Na conferência de apresentação de resultados, a Altice Portugal também assumiu a meta de se tornar líder do segmento de TV por subscrição até ao fim do ano, ou no início do primeiro trimestre de 2020. Os últimos dados da Anacom, relativos ao quarto trimestre de 2018, mostram que a concorrente Nos liderava o mercado com uma quota de 41,2%, contra os 39,2% da Meo.

“Queremos conquistar a liderança na TV entre o final do ano e o início do próximo ano”, afirmou Alexandre Matos. Os dados mostram que, no final do quarto trimestre do ano passado, a Altice Portugal tinha perto de quatro milhões de subscritores de televisão.

(Notícia atualizada às 11h13 com mais informações)

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