No Alma só há espaço para negócios do corpo. Cabeça incluída

O Alma é um espaço de cowork exclusivo para profissionais de saúde mental. Este conceito foi criado a pensar no bem-estar dos pacientes e promete desmistificar a "ida ao psicólogo".

Se já se sentiu envergonhado por procurar um psicólogo ou um psiquiatra, os espaços de cowork Alma prometem ajudá-lo a quebrar preconceitos. O Alma é um espaço pensado exclusivamente para profissionais de saúde mental e abriu as portas em outubro do ano passado, em Manhattan, nos Estados Unidos. O conceito promete continuar a crescer no futuro. Esta semana, fechou uma ronda de investimento Série A de mais de sete milhões de euros.

Segundo a Business Insider, o espaço tem capacidade para 115 profissionais de saúde, e pode acolher consultas individuais ou para sessões de terapia em grupo. O design simples, pouco invasivo, com cores escolhidas por especialistas, as plantas e as paredes de madeira pretendem criar um espaço seguro para os pacientes e para os profissionais de saúde. Estes são os “consultórios” do futuro, refere o CEO e fundador do Alma, Harry Ritter.

Esta comunidade de profissionais de saúde inclui psicólogos, psiquiatras, terapeutas, nutricionistas, que podem utilizar o espaço através de uma avença mensal.

O Alma quer facilitar a “ida ao psicólogo”, através da tecnologia e com a ajuda da arquitetura do espaço. Aos pacientes é dado um cartão do Alma, que lhes dá acesso direito ao 21º andar do edifício, onde se encontra o espaço de cowork, evitando momentos embaraçosos. Para fazer o check-in, basta utilizar um dos iPads disponíveis à entrada do espaço. Assim que é feito o registo, o profissional de saúde é imediatamente avisado e o paciente saberá a que sala se deve dirigir.

Neste cowork, a disposição da mobília não é feita ao acaso. Os sofás estão posicionados numa única direção, para evitar encontros indesejados na “sala de espera”. No espaço há ainda duas salas onde os médicos podem comunicar por videochamada com os seus pacientes.

Enquanto esperam, os pacientes podem relaxar no sofá ou na área de meditação, beber um chá, ou encontrar um dos seus livros favoritos — a oferta é baseada nas escolhas dos clientes — nas prateleiras das estantes disponíveis. “O objetivo é criar uma comunidade nacional de terapeutas, apoiados pela nossa plataforma e que fazem parte da tendência de combater a estigmatização do acesso à saúde mental”, refere Harry Ritter.

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