Aviões elétricos, comida produzida por impressoras e hologramas de tripulantes. Assim serão os voos daqui a 100 anos

A British Airways está de olhos postos no futuro. Conheça as tendências que a companhia aérea apresenta para os próximos 100 anos no setor da aviação.

Aviões elétricos, voos supersónicos, hospedeiras em formato de holograma e comida produzida por impressoras 3D. Além disso, o jet lag será algo do passado. Estas são algumas das tendências do futuro da aviação que a British Airways apresenta, durante o mês de agosto, num evento que está a acontecer em Londres.

De acordo com o Business Insider (acesso livre, conteúdo em espanhol), o evento “Voo do futuro” — que começou na passada quinta-feira e termina a 26 de agosto — faz parte das celebrações do 100.º aniversário da companhia aérea com sede no Reino Unido. Ao longo do mês, serão apresentadas as previsões da evolução desta indústria nos próximos 100 anos.

Enquanto algumas das propostas quase parecem ficção científica, outras não parecem estar muito longe de se concretizar. Conheça quais as principais tendências apresentadas pela British Airways para os próximos 100 anos da aviação:

Quem é o cozinheiro? Uma impressora 3D

A palavra-chave será “personalização”. De acordo um estudo publicado pela British Airways, que revela quais são as necessidades dos passageiros e quais as soluções tecnológicas que poderão dar-lhe respostas, mais do a velocidade, a experiência do voo é aquilo que os viajantes mais valorizam.

Quase metade dos 13.000 inquiridos admitiu, num questionário, que gostaria que os aviões tivessem uma área para socializar e para descansar as pernas. Uma ideia que, aliás, já está a ser estudada pela empresa.

Mas a personalização pode ir muito mais longe. Por outro lado, a companhia aérea diz que será, também, possível analisar as necessidades fisiológicas e nutricionais dos passageiros. E, assim, em vez do habitual serviço de comida e bebidas, os alimentos serão elaboradoras com recurso a impressoras 3D, que atenderão às necessidades de cada um dos passageiros, que podem ser celíacos, vegetarianos ou intolerantes à lactose, por exemplo.

Adeus, jet lag

Nos próximos 100 anos, a companhia aérea britânica prevê, também, que o jet lag desapareça ou, pelo menos, se reduza significativamente. Como? Com recurso às mesmas impressoras 3D, que, além de elaborarem os alimentos servidos durante o voo, vão ter outra função.

Segundo o Business Insider, é expectável que estas impressoras produzam, também, suplementos vitamínicos. Estes serão oferecidos aos passageiros com o objetivo de evitar o cansaço e a fadiga por jet lag.

Dois tipos de tripulantes: os reais e os hologramas

A equipa de tripulantes de cabine vai ser reforçada. Os hospedeiros vão passar a dividir o corredor do avião com hospedeiras e comissários holográficos, que se encarregarão de responder a todas as perguntas dos passageiros. Isto fará com que os tripulantes reais tenham mais tempo para satisfazer as necessidades dos viajantes.

Já o sistema de entretenimento passará a ser um computador, conectado à cloud, no qual os passageiros podem escolher um filme, de acordo com as suas preferências, para ver durante o voo. Ou, se preferirem, podem escolher aproveitar o tempo da viagem para trabalhar.

Aviões supersónicos e… outros muito mais lentos

Outras das previsões da British Airways é que, em poucas décadas, os voos passem a ser supersónicos, o que irá diminuir em muito o tempo de duração das viagens agora consideradas de longo curso. E esta tendência poderá não estar assim tão longe de vir a concretizar-se.

Ainda este ano, uma startup norte-americana anunciou ter planos para desenvolver uma aeronave que viajará cinco vezes mais rápido do que a velocidade do som. Quer isto dizer que o veículo poderá transportar passageiros entre, por exemplo, Nova Iorque e Londres em apenas 90 minutos.

Se haverá voos a velocidades estonteantes, haverá também os chamados “aviões cruzeiro”. Estes, que se deslocam muito mais lentamente, são dedicados a viagens turísticas e poderão ter a bordo, graças à realidade virtual, uma espécie de guias que explicam os detalhes de cada sítio por onde o avião sobrevoa.

Sustentabilidade, hoje e daqui a 100 anos

O tema da sustentabilidade não é novo neste setor. As companhias aéreas já estão, atualmente, preocupadas em tornar a aviação mais ecológica e há até quem já “desaconselhe” a voar. É o caso da KML, que está a incentivar as pessoas a viajar menos de avião, em prol de um futuro mais sustentável.

Já a companhia aérea portuguesa HiFly realizou, no final do ano passado, o primeiro voo do mundo livre de plástico descartável. Os talheres eram feitos de bambu e os copos fabricados com alimentos compostáveis. Tudo renovável e com baixo teor de carbono. “Não podemos continuar a ignorar o impacto da contaminação do plástico nos ecossistemas, bem como na saúde humana”, disse, na altura, o presidente da HiFly, Paulo Mirpuri, em declarações à rede de televisão canadiana CTV.

Enquanto isto, a British Ariways, projetando os próximos 100 anos, diz que os aviões elétricos poderão ser uma realidade. Além disso, segundo o inquérito que desenvolveu, a companhia aérea concluiu que 43% dos passageiros estariam dispostos a pagar bilhetes mais caros para voos em aviões que respeitam o meio ambiente.

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