5G: Mudanças na frequência da TDT nunca demoram “menos de seis meses”, diz Altice

  • Lusa
  • 12 Agosto 2019

"A Altice Portugal informou a Anacom que efetuar as mudanças de frequência da TDT nunca demoraria menos de seis meses", disse fonte oficial da dona da Meo.

A Altice Portugal disse esta segunda-feira à Lusa que a mudança na frequência da Televisão Digital Terrestre (TDT), cuja faixa 700 MhZ (Megahertz) vai ser libertada para o 5G (quinta geração móvel), nunca irá demorar “menos de seis meses”.

Na sexta-feira, fonte oficial da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) afirmou à Lusa que o regulador “está a trabalhar” para cumprir o calendário de arranque do 5G, que irá acontecer até junho do próximo ano, o que inclui a libertação da faixa 700 MHz da TDT.

“Desde o final de 2018 e início deste ano, quando o assunto foi colocado pela primeira vez pela Anacom que, de forma reiterada, a Altice Portugal informou a Anacom que efetuar as mudanças de frequência da TDT nunca demoraria menos de seis meses“, afirmou fonte oficial da dona da Meo.

A Altice Portugal está preocupada com o processo de libertação da frequência da TDT, já que diz desconhecer, até ao momento, como tal será feito. Com a mudança na faixa da TDT, as pessoas vão ter de sintonizar outra frequência para aceder aos canais de sinal aberto (gratuito).

No final da semana passada, o regulador das telecomunicações disse que iria ter soluções para apoiar os clientes da TDT nesta migração. “Vamos ter soluções para apoiar as pessoas” na migração de uma frequência para a outra, processo que decorrerá no quarto trimestre deste ano, disse, na sexta-feira, fonte oficial da Anacom.

Uns dias antes, a 6 de agosto, num encontro com jornalistas, o presidente executivo da Altice Portugal tinha considerado que Portugal estava atrasado no lançamento do 5G e a “perder claramente o comboio” da quinta geração móvel, apontado responsabilidades ao presidente da Anacom.

Cabe à Autoridade Nacional de Comunicações definir o calendário, sendo que a diretiva comunitária indica que a atribuição do 5G deverá ser realizada até junho de 2020, ou seja, daqui a menos de um ano. Alexandre Fonseca criticou, na altura, o regulador por aquilo que considerou ser um “silêncio absoluto” sobre o processo de libertação da faixa 700 Mhz na TDT.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

5G: Mudanças na frequência da TDT nunca demoram “menos de seis meses”, diz Altice

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião