BCP perde 1% e penaliza bolsa. Cofina volta a subir após disparar 15%

Depois de duas sessões a valorizar, o PSI-20 apresenta-se esta terça-feira em baixo de forma. Está a cair ligeiramente devido ao mau desempenho do BCP. Já a Cofina volta a subir após disparo de 15%.

O BCP voltou às quedas e está arrastar consigo a bolsa de Lisboa no arranque da sessão desta terça-feira. O ambiente nas praças europeias também é igual: quedas pouco expressivas. Fora do índice de referência nacional, a Cofina volta a brilhar depois de na sessão anterior ter disparado 15% com a OPA sobre a TVI à vista.

O PSI-20 abriu o dia a cair 0,14% para 4.844,71 pontos, depois de duas sessões em alta. A evolução da bolsa lisboeta está a ser condicionada sobretudo pela queda de 0,98% do BCP, que tem as ações a cotar nos 0,2017 euros. O banco tem sido uma das cotadas nacionais mais castigadas nas últimas semanas devido aos sinais de abrandamento económico e à atuação do Banco Central Europeu (BCE).

São oito as cotadas que estão a pesar no comportamento da praça nacional, com destaque ainda para as ações da Jerónimo Martins e EDP, em baixa de 0,14% e 0,15%, respetivamente.

A contrariar o sentimento negativo seguiam os títulos da EDP Renováveis e da Galp, que somavam 0,42% e 0,24%, respetivamente.

A negociar fora do principal índice português, o grupo de media Cofina está a ganhar 1,96% para 0,52 euros, acumulando ganhos pela segunda sessão consecutiva, na sequência do esclarecimento prestado ao mercado a dar conta de negociações exclusivas com a Prisa para a aquisição da Media Capital, a dona da TVI.

Cofina cimenta ganhos

Lá por fora, a Europa também despertou com pouco apetite comprador. Os principais índices apresentavam-se com quedas pouco significativas, até 0,2%, casos de Frankfurt, Milão ou Madrid. Os mercados bolsistas continuam atentos à evolução das taxas de juro da dívida soberana, numa semana que ficará marcada pelo Fórum Anual de Jackson Hole, organizado pela Reserva Federal norte-americana.

“O Fórum Anual de Jackson Hole (Wyoming) constitui um marco importante na forma como a Fed comunica com os mercados financeiros e com os agentes económicos em geral. (…) Num momento em que os mercados tentam antecipar quais serão os passos futuros da Fed e do BCE, as indicações que este evento dará deverão influenciar o sentimento dos investidores“, referem os analistas do BPI no seu Diário de Bolsa.

(Notícia atualizada às 8h23)

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