Bruxelas planeia fundo soberano com 100 mil milhões. Quer competir com gigantes da China e EUA

  • ECO
  • 23 Agosto 2019

Os planos poderão avançar já em novembro, quando a próxima presidente da Comissão Europeia entrar em funções. Fundo poderá investir em ações, para ajudar a impulsionar as empresas europeias.

A Comissão Europeia estará a preparar a criação de um fundo soberano com 100 mil milhões de euros. A proposta, a que o Politico (acesso condicionado e conteúdo em inglês) teve acesso, terá como objetivo competir com gigantes norte-americanos e chineses como a Google, Apple ou Alibaba.

O European Future Fund será incluído na agenda da próxima presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cujo mandato começa a 1 de novembro. O projeto tem como finalidade dotar a Europa de instrumentos de defesa face às medidas protecionistas de Washington e Beijing. Por outro lado, pretende usar dinheiro público para impulsionar o desenvolvimento de gigantes da União Europeia (UE).

“A emergência e liderança de concorrentes privados de fora da UE, com meios financeiros sem precedentes, tem potencial de anular as dinâmicas existentes de inovação e a posição industrial da indústria da UE em determinados setores”, pode ler-se no documento, citado pelo Politico.

Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft, Baidu, Alibaba e Tencent estão entre as empresas que são identificadas como concorrentes pela Comissão, que sublinha: “A Europa não tem empresas assim”.

A ser criado, o fundo começará por ser dotado com verbas provenientes do orçamento da UE para depois angariar, pelo menos, 100 mil milhões de euros em financiamento público e privado. Ao contrário de outros fundos geridos pelo bloco, este irá investir diretamente no mercado acionista.

Operacionalmente, o “fundo teria um foco de longo prazo e com base em ações, com um modelo orientado para o negócios e lucros”, refere a proposta, acrescentando que “isso permitiria ao fundo cumprir os objetivos estratégicos de apoiar campeões europeus, enquanto mantém a estabilidade financeira”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bruxelas planeia fundo soberano com 100 mil milhões. Quer competir com gigantes da China e EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião