Há 54 autarquias que levam mais de 60 dias a pagar aos fornecedores. Vila Real de Santo António leva 502

A Direção Geral das Autarquias atualizou os dados dados. No primeiro semestre do ano, 54 autarquias levavam mais de 60 a pagar as dívidas aos fornecedores. Há um ano era 74, houve uma redução de 27%.

As autarquias estão mais cumpridoras. A 30 de junho, 54 municípios levavam mais de 60 dias a pagar aos seus fornecedores, um desempenho que compara com as 74 câmaras registadas há um ano. O campeão do incumprimento foi Vila Real de Santo António com 502 dias, um desempenho que tem vindo a piorar há, pelo menos, quatro trimestre consecutivos.

Em segundo lugar, o pior pagador é a Nazaré que se mantém neste pódio pelas piores razões. Ainda assim esta autarquia liderada pelo socialista Walter Chicharro tem vindo a melhorar este desempenho desde 2016, altura em que os atrasos nos pagamentos aos fornecedores superavam os 1.200 dias. Nos últimos três trimestres a Nazaré foi mesmo a autarquia que mais tempo levou a pagar, tendo agora no segundo trimestre de 2019 descido para segundo lugar com 458 dias de atraso.

Há um ano, a autarquia com pior desempenho era de Portimão com um atraso de 1.290 dias nos pagamentos a fornecedores. Desde então, a câmara socialista corrigiu os maus comportamento e nem sequer consta da tabela elaborada pela Direção-Geral das Autarquias Locais onde apenas constam os municípios que demoram mais de 60 dias a pagar.

Freixe de Espada à Cinta (PSD), em contrapartida, tem vindo a piorar o desempenho. Enquanto no final de dezembro de 2018 estava em quarto lugar com 343 dias para regularizar as suas contas, dois trimestre depois está em terceiro lugar com uma demora de 352 dias, o que ainda assim consiste numa melhoria face ao trimestre anterior (364 dias).

Entre as melhorias mais significativas Celorico da Beira (PSD) que passou de um atraso de 1.255 dias a 31 de dezembro de 2015, para 556 dias no final de 2018 e 212 dias no final do primeiro trimestre deste ano.

Em sentido estão alguns agravamentos como por exemplo, em Sousel (PS) que passou de 42 dias no terceiro trimestre de 2018 para 171 dias a 30 de junho de 2019 (307%); Serpa (PCP) que passou de 41 para 104 dias no mesmo período (153,6%); Moimenta da Beira (PS) que passou de 76 para 140 dias (84,2%); ou o Sardoal (PSD) que passou de 73 para 102 dias (39%).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Há 54 autarquias que levam mais de 60 dias a pagar aos fornecedores. Vila Real de Santo António leva 502

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião