Programa Recodme ajuda a requalificar jovens desempregados no setor IT

O Recodme quer ajudar jovens desempregados até aos 29 anos, e inscritos no IEFP e com o 12º ano concluído, a redirecionar a carreira no setor IT. A formação é gratuita e arranca no final deste ano.

O Recodme quer ajudar jovens desempregados, inscritos no IEFP e que tenham até 29 anos, a voltar a encontrar um rumo da sua vida profissional. A única condição é que queiram redescobrir esse caminho no setor da Inovação e Tecnologia e tenham o 12.º ano concluído. A formação é gratuita e conta com o apoio do IEFP, dura sete meses, e dá a possibilidade de integrar uma das quatro empresas parceiras do projeto após a formação.

A 1.ª edição arranca no último trimestre deste ano com 20 alunos, no espaço do antigo cinema Quarteto em Lisboa. As candidaturas estão abertas e podem ser submetidas no site oficial da Recodme.

“Queremos requalificar o maior número de pessoas para o setor da Inovação e Tecnologia, um dos que carece de mais profissionais no mercado laboral em Portugal. Em parceria com o programa Medida Vida Ativa do IEFP e com a experiência tecnológica dos parceiros, acreditamos que dar uma oportunidade a pessoas que procuram um novo rumo é possível”, explica Ricardo Schiller Pinto, counselor da Recodme.

O curso dura quatro meses, tem formação teórica e três em contexto de trabalho real numa das quatro empresas parceiras do projeto, entre as quais estão a agap2IT, a Bee Engineering, a KCS iT e a Adentis. Se o aluno obtiver aproveitamento no final da formação pode integrar uma destas empresas. O curso de requalificação da Recodme conta com o apoio do IEFP, e inclui ainda uma bolsa de formação, subsídios de alimentação e de transporte para os participantes.

Requalificar é mais do que dar uma outra perspetiva de futuro, é dar às pessoas a oportunidade de a construir. De acordo com o World Economic Forum, mais de 70% das profissões mais procuradas dentro de 10 anos ainda não existem, mas sabemos que, certamente, serão da área das tecnologias de informação”, sublinha Mónica Lima, Técnica Superior do IEFP.

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