Catarina Martins diz que uma maioria absoluta do PS seria “muito perigosa”

Catarina Martins sublinha que, se o PS tivesse tido maioria absoluta em 2015, o país estaria pior. E deixa um alerta aos eleitores sobre a ida às urnas de outubro: "As maiores absolutas são perigosas"

As maiorias absolutas são perigosas. Quem o diz é Catarina Martins, que deixa, assim, um alerta aos eleitores em relação à “maioria inequívoca” já pedida pelo PS. Em entrevista à Antena 1, a bloquista lembra mesmo que, se em 2015 os socialistas tivessem conseguido esse resultado, o país estaria hoje pior, uma vez que, diz, nem o salário mínimo teria chegado aos 600 euros em quatro anos, nem as pensões tinham sofrido as várias atualizações normais e extraordinárias registadas.

“As maiorias absolutas são perigosas. Eu lembro que, se o PS tivesse tido maioria absoluta em 2015, tinha descido a contribuição das empresas para a Segurança Social e congelado as pensões; o salário mínimo nacional não teria subido os 95 euros que subiu ao longo destes quatro anos”, sublinha a coordenadora do Bloco de Esquerda.

Catarina Martins frisa que o seu partido vai a eleições para “disputar a melhor relação de forças possível” para que as suas ideias “possam ir para a frente”, esperando que seja possível encontrar novas soluções de entendimento na próxima legislatura.

Em entrevista ao ECO, Catarina Martins já tinha adiantado que a formação de um novo acordo com o PS será determinada pelo resultado eleitoral. E dias antes, tinha dito à Rádio Renascença: “Não faltaremos a nenhum esforço para que haja uma solução à esquerda para aprofundar o caminho que agora foi feito”.

Apesar de não descartar a formação de uma nova geringonça, Catarina Martins critica o programa eleitoral “sem contas do PS. “Não me parece que isso seja uma forma clara de fazer as coisas”, reforça a bloquista e atira: “Era bom que [António Costa] dissesse ao que vem”. Sobre o PCP, Catarina Martins diz que os comunistas são “imprescindíveis num equilíbrio de forças num Governo à esquerda”, apesar das diferenças entre estes partidos. “Temos gostado muito de trabalho muito de”, salienta.

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