Estivadores do Porto de Lisboa ameaçam com greve: “Vamos ter de voltar à batalha”

  • ECO
  • 14 Setembro 2019

Operadores portuários rasgaram acordo depois do sindicato ter promovido uma paralisação de 24 horas. Face a isto, os trabalhadores ameaçam regressar à luta.

Os estivadores do Porto de Lisboa queixam-se de que não estão a ser pagos os aumentos salariais previstos para 2018 e 2019, respetivamente de 4% e 1,5%, e denunciam que também há salários a serem pagos às prestações. Face a este cenário, o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) ameaça avançar para uma nova greve.

Mais de três anos depois de assinar um contrato coletivo de trabalho que previa esses aumentos, o presidente do SEAL, António Mariano, denuncia que “os operadores de Lisboa rasgaram o acordo” depois de uma “paragem de 24 horas em solidariedade” com trabalhadores do sindicato que, segundo o próprio, estão a ser alvo de perseguição noutros portos. “Em Lisboa, vamos ter de voltar à batalha”, atira o líder do sindicato, numa entrevista ao Público (acesso condicionado).

“Há uma cláusula de paz social, mas na qual o sindicato só se compromete a não apresentar pré-avisos de greve sobre as matérias constantes do mesmo, sem antes convocar uma comissão paritária. Esta greve, de 24 horas, um direito constitucional, não tinha nada a ver com o que estava acordado no porto de Lisboa. Foi solidariedade com outros estivadores, que estavam a ser perseguidos”, justifica António Mariano.

Instado a explicar a que perseguições se refere, o presidente do SEAL fala em ações destinadas a “prejudicar financeiramente os trabalhadores” filiados no sindicato. “A perseguição tornou-se particularmente visível nos casos de Leixões e Figueira da Foz, mas também no Caniçal”, aponta, referindo que acabam por não ser “escalados para trabalhos suplementares”, ou que estão a ser criados “sindicatos [regionais] que assinam acordos com condições abaixo das desejáveis”, “desvalorizando” a profissão.

Desde que o SEAL foi criado, já duplicou o número de filiados. “Começámos com 350 associados. Hoje temos quase 600”, avança o presidente. Os plenários já começaram e, antes de avançarem para greve, o SEAL promete “perguntar aos estivadores de todo o país o que fazer”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Estivadores do Porto de Lisboa ameaçam com greve: “Vamos ter de voltar à batalha”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião