Vestager é a “oradora mais popular”. Vai voltar ao Web Summit este ano

Comissária Europeia para a Concorrência vai voltar ao palco do Web Sumit na edição deste ano. Festival de comida portuguesa e palco "João Vasconcelos" são outras das novidades da edição de 2019.

Margrethe Vestager vai, pela terceira vez, estar no palco do Web Summit em 2019. A Comissária Europeia para a Concorrência é, segundo Paddy Cosgrave, a “oradora mais popular dos últimos anos“.

“Vestager é a nossa oradora mais popular dos últimos anos. Ela representa alguém que está a tentar elevar o campo de ação de todas as empresas e essa popularidade é uma consequência disso. Ela representa muita coisa para todas estas empresas que crescem muito depressa. (…) É muito raro alguém continuar a desempenhar funções a nível europeu. No mundo da tecnologia, a política é muito importante porque tem poder para redesenhar o futuro, pode redefinir agenda para o resto do mundo”, justifica o irlandês, acrescentando que os repetidos convites estão relacionados com a importância que a dinamarquesa tem assumido perante muitas das grandes empresas tecnológicas na Europa.

“Quando as pessoas permanecem com valor noticioso, faz sentido [voltar a convidar]. Tendemos a mudar o mapa quando isso muda. Olhamos para os dados, para as sessões, e para os oradores mais populares. As pessoas que continuamos a convidar são as que mantêm os níveis de popularidade”, afirma.

Em entrevista ao “manhãs 360” da rádio Observador, o CEO e cofundador do maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo diz que o Web Summit continua a tentar melhorar o modelo desenvolvido. “Quando tens uma fórmula que te entusiasma, tens de continuar a melhorar essa fórmula”.

Entre os temas-chaves da edição deste ano, que decorre entre 4 e 7 de novembro, na FIL e no Altice Arena, em Lisboa, Paddy Cosgrave refere que estarão, naturalmente, a guerra comercial. “Temos tido debates sobre impostos, utilização indevida de dados, e fomos uma plataforma para que vozes opositoras ou antagónicas possam ter um palco. É importante termos pluralidade de vozes”, sublinha.

Comida e legado

Uma das novidades deste ano é um piloto daquilo que, na edição de 2020, será um festival de gastronomia nacional. “Este ano será o primeiro de uma experiência diferente com a comida portuguesa. Em 2020 vamos ter um festival de comida totalmente portuguesa onde muitos dos oradores vão poder saborear os pratos criados por alguns chefs de topo”, explicou o irlandês, em entrevista à jornalista Ana Pimentel.

Já sobre o desaparecimento de João Vasconcelos, no passado mês de março, Paddy Cosgrave assinalou que o Web Summit está a preparar uma homenagem a um dos responsáveis pela vinda do evento para Portugal. “Recordo a sua energia sem fim. João era o ministro do Web Summit, o ministro das startups. Estamos a desenhar um novo palco para o autotech, ele era um colecionador, acho que vamos dar o nome dele a um dos palcos. Ele era um embaixador deste novo Portugal do empreendedorismo e das startups, vai fazer muita falta”, referiu o responsável.

Já sobre a polémica envolvendo o Altice Arena e a Câmara Municipal de Lisboa, Paddy sublinha que o espaço é o melhor que conhece em Lisboa e, provavelmente, um dos melhores do mundo. “Não há problema nenhum com o espaço. (…) A única coisa que sei é que vamos estar em Portugal nos próximos dez anos, a partir daí não me preocupo muito. O local para eventos de que mais gosto é o Altice Arena, já fui a muitos concertos em muitas partes do mundo, e este é capaz de ser o mais espetacular de todos. Lembro-me de falar com o Bono Vox sobre a experiência, e ele disse que enquanto músico poderia ser o sítio mais espetacular para tocar. Acho que muitos portugueses não percebem, mas adorava poder continuar a usar o Altice”, assinala o irlandês, acrescentando que Lisboa continuaria a ser a escolha do Web Summit, sem arrependimentos. “No final do dia, estas pessoas têm de se apaixonar pela cidade, como aconteceu connosco. Têm de sentir que Portugal é um ótimo país, seguro, e no qual a qualidade de vida é excelente”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vestager é a “oradora mais popular”. Vai voltar ao Web Summit este ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião