Portugal Ventures investe em mais 5 startups. Bate recorde com 11,8 milhões de investimento anual

Gestora de capital de risco do Estado investiu em cinco startups, resultado da Call Fostering Innovation in Tourism (FIT), tanto do Turismo de Portugal (2017 e 2018) como da Portugal Ventures (2019).

A Portugal Ventures acaba de investir 1,3 milhões de euros em cinco startups de turismo, anunciou a gestora de capital de risco pública em comunicado. A capital de risco aumenta assim o seu portefólio para 20 participadas do setor com a entrada das startups Bag4Days, Classihy, Sailside, Try Portugal e X-Plora. Os dois primeiros projetos foram finalistas do programas de aceleração do Turismo de Portugal, concluídos em 2017 e 2018; já os dois últimos foram resultado da participação na Call “Fostering innovation in tourism” (FIT) da Portugal Ventures.

As cinco rondas surgem na sequência da call FIT, lançada em julho pela Portugal Ventures em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de inovação do turismo, e que se destinava a financiar projetos em fase pré-seed, com elevado grau de risco e maiores dificuldades no acesso ao financiamento.

Nos primeiros meses de 2019, a Portugal Ventures mais do que triplicou os valores de 2018. O anúncio destes cinco investimentos, somado à ronda levantada pela Doppio, anunciada em julho, e a outro investimento que aguarda divulgação, perfazem 11,8 milhões de investimento em 21 startups este ano, avança a gestora de capital de risco. Será, assim, ano de recorde para a capital de risco.

Recorde-se que, em 2017, o investimento em novas participadas foi de um milhão e, em 2018, de 2,4 milhões.

“As empresas que resultam do programa FIT representam também uma aposta nossa em colmatar a falta de investimento nesta fase dos projetos, o que nos dá a oportunidade de contribuir para posicionar Portugal como um polo de referência na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para a indústria do turismo. A Portugal Ventures ambiciona mais investimentos no setor do Turismo para estimular a inovação, o empreendedorismo e a internacionalização das empresas, com vista à dinamização do investimento”, adianta Pedro de Mello Breyner, executive board member da Portugal Ventures e responsável pela área do Turismo.

No mesmo comunicado, a Portugal Ventures adianta que será lançada a 2.ª edição da Call FIT em 2020. Podem candidatar-se os projetos finalistas dos programas de aceleração do Turismo de Portugal 2019/2020. Atualmente, a Portugal Ventures tem abertas quatro calls para projetos de base científica e tecnológica nas áreas da economia do mar, economia circular e energia e tecnologia aplicada à agricultura, que têm como objetivo colmatar uma falha de mercado e alavancar soluções para problemas ambientais e sociais. A data de submissão para projetos nestas áreas termina a 31 de dezembro.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal Ventures investe em mais 5 startups. Bate recorde com 11,8 milhões de investimento anual

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião