Abanca lucra 402 milhões até setembro após aquisições em Portugal e Espanha

O Abanca comprou este ano o Deutche Bank em Portugal e o banco da CGD em Espanha. Aquisições permitem à instituição afirmar-se como sétimo maior banco em Espanha em recursos próprios.

O Abanca viu o lucro subir ligeiramente nos primeiros nove meses do ano, tendo atingindo um resultado líquido de 402 milhões de euros até setembro, anunciou esta terça-feira o banco espanhol.

Em Portugal, o Abanca finalizou em junho a compra do negócio do Deutsche Bank de banca de particulares e pequenas empresas. No mercado português, prevê crescer 30% até 2021. Mais recentemente, já neste mês, os espanhóis finalizaram a compra do Banco Caixa Geral — o banco espanhol da Caixa Geral de Depósitos (CGD) — por 368 milhões de euros.

Segundo a instituição espanhola, com a consolidação do Banco Caixa Geral, passou a ter um volume de negócios de 85 mil milhões de euros. Diz que conseguiu captar 80 mil novos clientes em 2019, tendo agora 2,3 milhões.

O crédito a clientes dispara 23% neste período, atingindo um stock de 36,8 mil milhões de euros. Já os depósitos de clientes aumentaram 16,5%, totalizando 38 mil milhões de euros. Com as aquisições do Deustche Bank e do banco da CGD em Espanha, o Abanca afirma-se agora como “o sétimo banco espanhol por recursos próprios”, afirma o banco. “Descontando o negócio do Abanca em Portugal, e o crescimento que aporta o Banco Caixa Geral, o crédito cresceu 4,5%, enquanto os recursos aumentaram 4,3%”, assinala ainda em comunicado.

O banco indica ainda que as receitas recorrentes cresceram 6,9%, “devido à boa evolução do negócio com clientes, destacando-se o dinamismo comercial demonstrado nas novas formalizações com PME, que cresceram 6,8% quando comparadas com o ano anterior, e na nova produção de seguros, que aumentou 7,4% também em comparação com 2018”.

A margem financeira aumentou 5,1% para 424 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com as receitas com comissões a registarem uma subida de quase 14% para 166,5 milhões de euros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Abanca lucra 402 milhões até setembro após aquisições em Portugal e Espanha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião