Carga fiscal em Portugal sobe, mas está abaixo da média europeia

O peso dos impostos e contribuições sociais face ao PIB cresceu na União europeia em 2018, para 40,3%. Em Portugal, a carga fiscal foi de 37,2% da riqueza gerada no país naquele ano.

A carga fiscal voltou a aumentar, ainda que ligeiramente, na União Europeia no ano passado. Portugal foi um dos países onde o peso das receitas com impostos e contribuições sociais face ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, pelo segundo ano consecutivo, mas ainda assim mantém-se abaixo da média europeia.

Dados revelados pelo Eurostat, nesta quarta-feira, mostram que a carga fiscal se situou em média nos 40,3%, na União Europeia, e nos 41,7%, na Zona Euro. Estes valores comparam com pesos de 40,2% e 41,5% que se registaram em 2017.

Nesse quadro, Portugal apesar de continuar a ver crescer o peso dos impostos e das contribuições sociais face à riqueza criada no país continua a estar abaixo da média, tanto da União Europeia como da Zona Euro. No ano passado, a carga fiscal correspondeu em Portugal a 37,2% do PIB, acima dos 36,5% registados em 2017.

Evolução da carga fiscal em Portugal

Por tipo de receitas com impostos e contribuições amealhadas pelo Estado português, o maior peso correspondeu a impostos sobre a produção e as importações. Correspondeu a 15,4% do total de receitas, seguido pelas contribuições para a segurança social que representaram 11,7%, e pelos impostos sobre o rendimento e riqueza com um peso de 10,1%.

Entre 28 Estados-Membros da União Europeia, Portugal fica assim mais ou menos a meio da tabela, com a 15.ª maior carga fiscal. A nível da Zona Euro está na 11.ª posição.

A nível europeu, a carga fiscal varia significativamente entre os Estados-Membros, sendo que a França é o país que mais impostos e contribuições amealha face ao PIB: 48,4%. Seguem-se a Bélgica (47,2%), a Dinamarca (45,9%), a Suécia (44,4%), a Finlândia (42,4%) e a Itália (42%).

No lado oposto, com as cargas fiscais mais reduzidas figuram a Irlanda (23%), a Roménia (27,1%), a Bulgária (29,9%), a Lituânia (30,5%) e a Letónia (31,4%).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Carga fiscal em Portugal sobe, mas está abaixo da média europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião