Rio critica “o maior e mais caro Governo da história de Portugal”. E ataca Galamba e Centeno

Rui Rio apontou que o alargamento do Governo deverá custar "qualquer coisa como mais de 50 milhões de euros aos contribuintes".

O presidente do PSD apontou o dedo ao primeiro-ministro por ter “o maior e mais caro Governo da história de Portugal”. Rui Rio sublinhou ainda algumas mudanças no novo Executivo, nomeadamente a “despromoção” de Mário Centeno e a “promoção” de João Galamba.

“O seu Governo custa mais dinheiro e é pior. Estimo que este alargamento do Governo custe qualquer coisa como mais de 50 milhões de euros aos contribuintes e vai ter seguramente problemas de articulação”, reiterou Rui Rio, no debate sobre o Programa de Governo, no Parlamento.

Avançando para a composição do Governo, Rio aborda a posição de Mário Centeno neste novo Executivo, apontando que “o Ronaldo das Finanças é despromovido na hierarquia do Governo”, sendo que “nem sequer está agendado falar na apresentação” do Executivo.

O presidente do PSD avançou questionando se esta “despromoção” indica que Mário Centeno irá sair do Governo “no próximo ano, designadamente quando acabar a presidência do Eurogrupo e ao mesmo tempo terminar o mandato do governador do Banco de Portugal”. Rio pede assim garantias a António Costa de que “Centeno está de pedra e cal e não é um ministro a prazo”.

Já no que diz respeito a João Galamba, que é agora secretário de Estado Adjunto e da Energia, o líder social-democrata referiu a concessão da exploração de lítio dada a “uma empresa que tinha três dias de existência, sede numa junta de freguesia do PS, constituída no capital mínimo que é possível, de 50 mil euros, para um negócio na ordem dos 350 milhões de euros, sem estudo de impacto ambiental”.

Perante este caso, Rio questionou Costa se, ao promover João Galamba, estava em condições de “dizer ao país que, no plano legal, político e ético, o secretário de Estado da energia agiu bem”. Ainda sobre este assunto, que disse que não se deve “deixar cair”, ressalvou o facto que, “estranhamente, a RTP não deixou que o programa que evidenciou estas matérias fosse para o ar antes das eleições, e poucos dias depois das eleições já pôde ir para o ar”, numa referência ao Sexta às 9.

António Costa reagiu a estas afirmações ironizando que o líder do PSD “está aqui a fazer um estágio para ser comentador televisivo”. O primeiro-ministro não respondeu às questões da organização do Governo, argumentando que a ele cabe-lhe tratar do Governo e sugeriu a Rio que tratasse da redução da sua bancada.

(Notícia atualizada às 11h50)

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