Pedro Siza Vieira: “Não posso pensar num melhor lugar do que Lisboa” para o Web Summit

O ministro da Economia esteve na abertura do Venture, um evento de um dia que junta, em Lisboa, centenas de investidores de todo o mundo.

Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, na abertura do Venture a 4 de novembro, no Convento do Beato, em Lisboa.Harry Murphy/Web Summit via Sportsfile

Pedro Siza Vieira considera Lisboa o melhor lugar para acolher eventos como o Web Summit e o Venture, que arrancam esta segunda-feira na capital portuguesa. O ministro da Economia revisitou a história nacional para justificar essa convicção, assinalando que Portugal sempre foi país que acolheu influências e que viveu com a presença de “comunidades muito díspares”.

“Lisboa foi uma cidade global durante séculos. No século XV era a cidade cosmopolita onde podíamos encontrar pessoas de todo o mundo e de todos os continentes, que vinham cá fazer negócio, com a garantia de que estavam num ambiente onde as ideias podem ser concretizadas. (…) Quando colocamos, no mesmo lugar, empreendedores e investidores, não posso pensar num melhor lugar do que Lisboa para o fazer”, disse o ministro da Economia na abertura do Ventures, evento paralelo ao Web Summit que decorre esta segunda-feira no Convento do Beato.

Pedro Siza Vieira acredita que, “quando projetamos a humanidade do próximo século (…), e isso significa que construímos um planeta e um ambiente juntos, Lisboa é o sítio ideal para fazê-lo”.

Minutos antes, Paddy Cosgrave, CEO e cofundador do evento, deu as boas-vindas às centenas de investidores que, durante os próximos quatro dias, estarão em Lisboa a conhecer startups que, no Web Summit, encontram um palco para mostrar aquilo que fazem. “Um ano em venture, um ano em startups, demora muito muito tempo. Sinto que há muito para discutir durante o dia de hoje”, disse o irlandês.

Durante esta segunda-feira, no Venture há quatro programas paralelos em diferentes palcos. A falar para centenas de investidores estarão, entre outros oradores, mais de 200 fundadores de startups de várias indústrias. “20 a 25% do capital que é investido no ano seguinte vem de startups que estiveram no Web Summit”, disse o fundador do maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo. De acordo com os dados mais recentes revelados pela organização, as empresas portuguesas que participaram na primeira edição do Web Summit em Lisboa, em 2016, já arrecadaram financiamentos de 60 milhões de euros.

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