Pedro Siza Vieira: “Web Summit é alavanca para chegar a objetivos estratégicos”

Ministro da Economia vê o evento como uma "montra" de um "país aberto" e "acolhedor", sublinhando o papel cada vez mais relevante das startups no PIB nacional.

O ministro da Economia diz que o Web Summit é uma “alavanca” para o país “chegar a objetivos estratégicos”. Em entrevista ao ECO, feita por email, Pedro Siza Vieira afirma que o evento serve de “montra desta imagem de Portugal”, que deve continuar a aproveitar esta semana “como uma oportunidade única para reforçar o seu posicionamento como país aberto ao investimento e ao conhecimento”.

Apresentação dos resultados da Startup Portugal e o impacto do Ecossistema empreendedor na Economia portuguesa - 26JUL19

“Portugal é um país aberto, acolhedor e, ao longo da sua história, tem feito parte de rotas de viajantes e de comércio globais. Ora, num mundo cada vez mais globalizado, continuamos disponíveis para receber todas as culturas, nacionalidades e formas de conhecimento”, sublinha o ministro da Economia que estará ao lado de Paddy Cosgrave e de Fernando Medina na cerimónia de abertura do evento, na tarde desta segunda-feira, no Altice Arena.

Para o ministro, além dos impactos económicos diretos, “é inegável que o evento contribui para a elevação do perfil do país do ponto de vista reputacional”. “Portugal é hoje sinónimo de país amigo da tecnologia avançada, o que não acontecia há 10 anos”, justifica, acrescentando: “A Web Summit é um instrumento nesse caminho e a imagem de modernidade de Portugal, já hoje inegável, sairá reforçada, com toda a certeza, depois desta edição”.

A Web Summit tem sido uma montra desta imagem de Portugal, para reforçar o seu posicionamento como país aberto ao investimento e ao conhecimento.

Pedro Siza Vieira

Ministro da Economia

Sublinhando o peso do ecossistema português na economia nacional que, em 2018, representou mais de 1% do PIB, Pedro Siza Vieira destaca as perspetivas de crescimento “positivas face ao impacto crescente que as startups têm registado na economia”.

“Portugal apresentou a melhor proposta”

Sem adiantar detalhes sobre o acordo celebrado, no ano passado, pelo Governo, câmara municipal, Turismo de Portugal e pelo Web Summit — sabe-se que o acordo inclui o pagamento de 11 milhões de euros por ano à organização –, o ministro da Economia refere que “Portugal apresentou a melhor proposta à organização” e que isso vai permitir “consolidar o país como referência do empreendedorismo, do talento e da inovação”.

Na corrida com Portugal estavam algumas outras cidades europeias mas a organização do evento acabou por escolher Portugal. O anúncio de que o Web Summit ficará, até 2028, no nosso país, foi feito em setembro do ano passado, em vésperas da realização da 3.ª edição do evento em solo nacional. “A concorrência para assegurar o evento era muito forte, mas conseguimos afirmar mais uma vez as capacidades do país. Temos estabilidade política, bom clima, segurança, boas infraestruturas e excelentes recursos humanos”, afirma o ministro, enunciando os fatores que fizeram do nosso país a escolha da empresa irlandesa.

"Queremos impulsionar o empreendedorismo e a inovação, não a todo o custo, mas contemplando a sustentabilidade até do próprio planeta”

Pedro Siza Vieira

Ministro da Economia

O ministro da Economia refere ainda que, do ponto de vista do Governo, os planos passam por continuar a trabalhar com o Web Summit “em prol do crescimento das ideias, das empresas e das próprias pessoas.” “Queremos impulsionar o empreendedorismo e a inovação, não a todo o custo, mas contemplando a sustentabilidade até do próprio planeta. Um dos objetivos é tornar a Web Summit cada vez maior e com uma maior participação das pessoas. Já tem crescido todos os anos desde que se fixou em Portugal, em 2016, e os indicadores apontam para que este ano volte a crescer em relação à edição de 2018.

Sobre a escolha de Portugal por mais 10 anos, Pedro Siza Vieira sublinha que “o país foi capaz de demonstrar mais-valias nas primeiras edições de Lisboa” e que, por isso, “está em condições de continuar a aposta na construção da modernidade e inovação, com foco nas pessoas”.

“Acreditamos e estamos a trabalhar para que Portugal possa ser uma sociedade verdadeiramente desenvolvida e inclusiva, que a todos oferece as competências para participar nas oportunidades criadas também pelas novas tecnologias”, afirma ainda o ministro da Economia.

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