Nokia instala centro tecnológico em Portugal. Quer contratar “mais de 100 profissionais”

A Nokia anunciou que vai instalar em Lisboa um novo centro tecnológico de excelência, para desenvolver soluções de 5G, cloud e internet das coisas. Está a recrutar mais de uma centena de pessoas.

A Nokia é a mais recente empresa multinacional a anunciar a criação de um centro tecnológico “de excelência” em Portugal, que irá estar localizado em Lisboa. A empresa revelou também que está a recrutar mais de uma centena de profissionais do setor das Tecnologias da Informação e pretende que este novo polo preste apoio no desenvolvimento de tecnologias como 5G, cloud e internet das coisas.

“O Centro de Excelência de Portugal vai desempenhar um papel à escala global e a intenção é que agregue talento especializado em diversas áreas do setor tecnológico, desde gestão de relação com clientes a DevOps, automatização e inteligência artificial. “A Nokia está à procura de profissionais” tais como “solution owners e solution architects“, programadores de software, gestores de produto e gestores de projeto. “A empresa prevê integrar profissionais líderes com três a dez anos de experiência nos próximos meses”, refere uma nota divulgada pela Nokia.

A empresa justifica a decisão com a “qualificação dos profissionais” de tecnologia portugueses, “assim como o facto de o país estar localizado numa zona em que o fuso horário permite atender às necessidades da empresa a nível global”. Estes foram “elementos determinantes na escolha” do país para a instalação deste centro.

A Nokia é uma empresa histórica que já foi alvo de diversas reestruturações no negócio ao longo de décadas. Tornou-se mundialmente conhecida por ter sido líder no mercado dos telemóveis há vários anos, mas, atualmente, a quota em smartphones é residual. Atualmente, a empresa finlandesa é mais conhecida por desenvolver equipamentos de rede e software, bem como outros serviços no setor.

“Com uma forte presença em Portugal, a Nokia é uma empresa líder em equipamentos de rede, soluções e serviços. Portugal também abriga uma unidade de inovação em Aveiro e um dos centros internacionais de engenharia da Nokia, uma instalação de serviços de classe mundial que fornece ferramentas, processos e pessoas altamente qualificadas para gerir remotamente redes de banda larga para alguns dos principais operadores do mundo”, explica a empresa. Neste contexto, a Nokia decide, assim, reforçar a aposta no mercado português.

Costa destaca capacidade do país atrair investimento pelo talento e não baixos salários

À margem do Web Summit, a conferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação que se realiza esta semana em Lisboa, António Costa, primeiro-ministro, enalteceu o facto de Portugal estar a atrair cada vez mais investimento por parte de grandes tecnológicas.

Instado a reagir ao anúncio da Nokia, o governante recordou que a multinacional finlandesa já tem 2.000 funcionários. “Estes 100 engenheiros, se fossem só estes engenheiros, seria pouco. Mas, se tivermos em conta que, à parte da Nokia, empresas como a Microsoft e a Siemens estão em processos de contratação, percebemos a grande dimensão que este projeto começa a ter e a enorme capacidade que Portugal tem de atrair investimento. Já não à custa dos baixos salários, já não à custa de um baixo custo de produção, mas à custa da excelência da qualidade dos nossos recursos humanos”, afirmou.

O primeiro-ministro sublinhou também as características que levaram a Nokia a reforçar o investimento em Portugal. “A Nokia vai investir cá porque encontrou aqui excelentes recursos humanos, altamente qualificados, designadamente na área da engenharia, e é por isso que vai investir cá e não noutro sítio do mundo”, reiterou.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h11)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nokia instala centro tecnológico em Portugal. Quer contratar “mais de 100 profissionais”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião